Um paciente de 23 anos de idade, vítima de colisão carro versus moto, com trauma de alta energia em membro inferior esquerdo, apresenta fratura exposta da porção proximal da tíbia e da fíbula esquerdas, com extensas lacerações nos tecidos moles (maior que 10 cm), com cobertura óssea adequada, perfusão preservada em extremidades e lesão completa do nervo fibular. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. Julgue o item: Trata-se do tipo IIIC de Gustilo e Anderson.
- Certo
- Errado
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Conceito-chave
O paciente tem uma fratura exposta grave, mas o pé está perfundido e a lesão descrita é do nervo fibular. Esses dados não a tornam Gustilo IIIC. A afirmação é errada, alternativa B.
Na classificação apresentada, IIIC é a lesão que precisa de reparo vascular para revascularizar a perna. Uma lesão nervosa completa é importante para o prognóstico e para o exame seriado, porém não substitui o critério arterial. Mesmo uma lesão arterial isolada pode não caracterizar IIIC se o pé permanece bem perfundido (Rockwood, 10ª ed., cap. 63, “Gustilo e partes moles”).
O mecanismo de alta energia e a ferida maior que 10 cm sustentam o grupo III. Com cobertura óssea adequada, o caso é compatível com IIIA na descrição dada; IIIB pressupõe necessidade de retalho. Não se deve reduzir a classificação a medir o comprimento da laceração.
Classificar não encerra a avaliação vascular. Pulsos e perfusão devem ser documentados antes e depois da redução, com investigação quando indicada. A resposta nega a equivalência entre lesão fibular nervosa e IIIC, sem afirmar que um primeiro exame normal exclua toda lesão vascular oculta.
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