Paciente do sexo feminino, 75 anos de idade, foi submetida a artroplastia total do joelho há 15 anos e artroplastia total de quadril ipsilateral há 10 anos. Há 5 anos, apresentou soltura do componente femoral da prótese de joelho, sendo submetida a nova cirurgia, na qual foi colocado um componente femoral e tibial de revisão com hastes. Hoje sofreu queda da própria altura, apresentando incapacidade de deambular. Ao exame radiográfico, apresentou fratura do fêmur, próxima à haste do componente femoral da prótese de joelho, componente femoral instável e estoque ósseo insuficiente. Segundo a classificação de Pires, essa fratura é classificada como:
- II C;
- II D;
- III B;
- III C;
- III D.
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Conceito-chave
Fraturas periprotéticas do fêmur distal após artroplastia do joelho. São cada vez mais frequentes, pelo envelhecimento da população e pelo aumento das revisões. Fatores de risco: osteoporose, idade, artrite reumatoide, uso de corticoides, notching anterior do fêmur, implantes com hastes e próteses ipsilaterais de quadril (que criam um segmento femoral entre dois implantes, região de concentração de tensões).
Princípios das classificações. As classificações de fraturas periprotéticas (Lewis e Rorabeck, Unified Classification System, Pires e outras) consideram três elementos:
- Localização da fratura em relação aos implantes (junto ao componente, junto à haste, entre implantes).
- Estabilidade do implante (fixo ou solto).
- Estoque ósseo (adequado ou insuficiente).
Tratamento conforme esses elementos.
- Implante estável e bom estoque ósseo: osteossíntese (placa bloqueada ou haste retrógrada, se o componente permitir).
- Implante solto com bom estoque ósseo: revisão com componentes de haste longa.
- Implante solto com estoque ósseo insuficiente: revisão com substituição do fêmur distal (endoprótese tumoral) ou aloenxerto-prótese.
O caso. Fratura junto à haste do componente femoral de revisão, com componente instável e estoque ósseo insuficiente, em paciente com prótese de quadril ipsilateral. Corresponde à categoria mais grave da classificação (implante solto e osso insuficiente), cujo tratamento geralmente exige substituição do fêmur distal ou reconstrução com aloenxerto.
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