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Questão de Outros temas de trauma (ENARE R4 Ortopedia 2025)

Trauma adultoOutros temas de traumaENARE R4 Ortopedia 2025

Paciente do sexo feminino, 75 anos de idade, foi submetida a artroplastia total do joelho há 15 anos e artroplastia total de quadril ipsilateral há 10 anos. Há 5 anos, apresentou soltura do componente femoral da prótese de joelho, sendo submetida a nova cirurgia, na qual foi colocado um componente femoral e tibial de revisão com hastes. Hoje sofreu queda da própria altura, apresentando incapacidade de deambular. Ao exame radiográfico, apresentou fratura do fêmur, próxima à haste do componente femoral da prótese de joelho, componente femoral instável e estoque ósseo insuficiente. Segundo a classificação de Pires, essa fratura é classificada como:

  1. II C;
  2. II D;
  3. III B;
  4. III C;
  5. III D.
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Gabarito: E · III D.

Conceito-chave

Fraturas periprotéticas do fêmur distal após artroplastia do joelho. São cada vez mais frequentes, pelo envelhecimento da população e pelo aumento das revisões. Fatores de risco: osteoporose, idade, artrite reumatoide, uso de corticoides, notching anterior do fêmur, implantes com hastes e próteses ipsilaterais de quadril (que criam um segmento femoral entre dois implantes, região de concentração de tensões).

Princípios das classificações. As classificações de fraturas periprotéticas (Lewis e Rorabeck, Unified Classification System, Pires e outras) consideram três elementos:

  1. Localização da fratura em relação aos implantes (junto ao componente, junto à haste, entre implantes).
  2. Estabilidade do implante (fixo ou solto).
  3. Estoque ósseo (adequado ou insuficiente).

Tratamento conforme esses elementos.

  • Implante estável e bom estoque ósseo: osteossíntese (placa bloqueada ou haste retrógrada, se o componente permitir).
  • Implante solto com bom estoque ósseo: revisão com componentes de haste longa.
  • Implante solto com estoque ósseo insuficiente: revisão com substituição do fêmur distal (endoprótese tumoral) ou aloenxerto-prótese.

O caso. Fratura junto à haste do componente femoral de revisão, com componente instável e estoque ósseo insuficiente, em paciente com prótese de quadril ipsilateral. Corresponde à categoria mais grave da classificação (implante solto e osso insuficiente), cujo tratamento geralmente exige substituição do fêmur distal ou reconstrução com aloenxerto.

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