Paciente do sexo feminino, 79 anos de idade, após queda da própria altura, apresentou dor, edema e deformidade da extremidade distal do antebraço. Avaliação radiográfica evidenciou fratura da extremidade distal do rádio esquerdo extra-articular, desviada e redutível instável. Segundo a classificação Universal (Rayhack, 1990/Cooney), tratase de uma fratura do tipo:
- II A;
- II B;
- III A;
- III B;
- IV B.
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Conceito-chave
Classificação universal das fraturas do rádio distal (Rayhack, modificada por Cooney). É baseada em duas perguntas: a fratura é intra-articular? Está desviada? E, quando desviada, é redutível e estável?
| Tipo | Descrição |
|---|---|
| I | Extra-articular, sem desvio |
| II | Extra-articular, desviada |
| III | Intra-articular, sem desvio |
| IV | Intra-articular, desviada |
Subdivisões do tipo II (e IV).
- A: redutível e estável.
- B: redutível, mas instável (perde a redução).
- C: irredutível.
- (IVD no tipo IV: complexa.)
Tratamento orientado.
- IIA: redução fechada e gesso.
- IIB: redução fechada e fixação percutânea com fios, fixador externo ou placa volar.
- IIC: redução aberta e fixação interna.
Instabilidade. Critérios como os de Lafontaine (angulação dorsal acima de 20 graus, cominuição dorsal, traço intra-articular, fratura da ulna, idade acima de 60 anos) ajudam a prever a perda de redução.
O caso. Fratura extra-articular, desviada, redutível e instável em uma paciente de 79 anos: tipo IIB. Em idosos de baixa demanda, ensaios mostram resultados funcionais semelhantes entre o gesso e a placa, apesar de pior resultado radiográfico com o gesso.
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