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Questão de Fraturas diafisárias do antebraço (ENARE R4 Ortopedia 2025)

Trauma adultoFraturas diafisárias do antebraçoENARE R4 Ortopedia 2025

Paciente do sexo feminino, 79 anos de idade, após queda da própria altura, apresentou dor, edema e deformidade da extremidade distal do antebraço. Avaliação radiográfica evidenciou fratura da extremidade distal do rádio esquerdo extra-articular, desviada e redutível instável. Segundo a classificação Universal (Rayhack, 1990/Cooney), tratase de uma fratura do tipo:

  1. II A;
  2. II B;
  3. III A;
  4. III B;
  5. IV B.
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Gabarito: B · II B;

Conceito-chave

Classificação universal das fraturas do rádio distal (Rayhack, modificada por Cooney). É baseada em duas perguntas: a fratura é intra-articular? Está desviada? E, quando desviada, é redutível e estável?

TipoDescrição
IExtra-articular, sem desvio
IIExtra-articular, desviada
IIIIntra-articular, sem desvio
IVIntra-articular, desviada

Subdivisões do tipo II (e IV).

  • A: redutível e estável.
  • B: redutível, mas instável (perde a redução).
  • C: irredutível.
  • (IVD no tipo IV: complexa.)

Tratamento orientado.

  • IIA: redução fechada e gesso.
  • IIB: redução fechada e fixação percutânea com fios, fixador externo ou placa volar.
  • IIC: redução aberta e fixação interna.

Instabilidade. Critérios como os de Lafontaine (angulação dorsal acima de 20 graus, cominuição dorsal, traço intra-articular, fratura da ulna, idade acima de 60 anos) ajudam a prever a perda de redução.

O caso. Fratura extra-articular, desviada, redutível e instável em uma paciente de 79 anos: tipo IIB. Em idosos de baixa demanda, ensaios mostram resultados funcionais semelhantes entre o gesso e a placa, apesar de pior resultado radiográfico com o gesso.

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