Paciente do sexo feminino, 72 anos de idade, após queda de escada, apresentou fratura do membro inferior esquerdo classificada como AO/OTA 32C2J. A paciente é diabética, hipertensa e deambuladora comunitária. A melhor opção para o tratamento dessa paciente é:
- artroplastia total de quadril;
- artroplastia parcial do quadril;
- estabilização da fratura com sistema condilar dinâmico (DCS);
- estabilização da fratura com sistema de quadril dinâmico (DHS);
- estabilização da fratura com haste intramedular femoral bloqueada.
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Conceito-chave
Fraturas da diáfise do fêmur (AO/OTA 32). A classificação divide em:
- 32-A: simples (espiral, oblíqua, transversa).
- 32-B: em cunha.
- 32-C: multifragmentária (segmentar ou cominutiva).
Tratamento padrão no adulto. A haste intramedular bloqueada, geralmente fresada e introduzida de forma anterógrada (pela fossa piriforme ou pelo trocânter), é o tratamento de escolha para a grande maioria das fraturas diafisárias do fêmur.
- Consolidação acima de 95%.
- Técnica fechada, que preserva o hematoma e a biologia da fratura.
- Estabilidade relativa que permite carga precoce.
- O bloqueio proximal e distal controla o comprimento e a rotação, mesmo em fraturas cominutivas (32-C).
Idosos. Pacientes idosos com comorbidades (diabetes, hipertensão) se beneficiam ainda mais de uma fixação estável que permita mobilização e carga precoces, reduzindo complicações (pneumonia, trombose, úlceras). A haste intramedular é minimamente invasiva e permite isso.
Outras opções. Placa em ponte (fraturas próximas a implantes, canal estreito), fixador externo (controle de danos).
Por que não as outras alternativas. DHS e DCS são implantes para fraturas da região trocantérica e do fêmur distal, respectivamente; artroplastias tratam fraturas do colo do fêmur, não da diáfise.
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