O tratamento da pseudartrose associada a osteomielite crônica é complexo e muitas vezes frustrante, pois existem variáveis de difícil controle. Na literatura, observa-se uma técnica muito conhecida que se baseia na excisão do tecido infectado, com ou sem estabilização com fixador externo, autoenxertia com osso esponjoso e fechamento tardio da ferida. A técnica mencionada é conhecida como técnica de:
- Papineau;
- Hoffmann;
- Galeazzi;
- Ilizarov;
- Paley.
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Conceito-chave
Técnica de Papineau. Descrita por Papineau nos anos 1970 para tratar a osteomielite crônica e a pseudoartrose infectada, principalmente da tíbia.
Etapas.
- Excisão radical de todo o tecido infectado e do osso necrótico (sequestrectomia, desbridamento até osso sangrante).
- Estabilização do segmento, geralmente com fixador externo.
- Formação de tecido de granulação no leito.
- Enxerto autólogo de osso esponjoso, aplicado sobre a granulação, deixado aberto (à céu aberto), coberto apenas por curativos.
- Cobertura cutânea tardia, por epitelização espontânea ou enxerto de pele, após a incorporação do enxerto.
Fundamento. O enxerto esponjoso, rico em células, resiste à infecção quando em contato com um leito bem vascularizado de granulação; a ferida aberta permite drenagem.
Limitações. Tempo prolongado de tratamento e curativos, cobertura de pele de má qualidade sobre o osso. Hoje, a técnica foi parcialmente substituída por retalhos musculares, transporte ósseo de Ilizarov e pela técnica da membrana induzida de Masquelet, mas continua sendo uma opção.
Outros nomes.
- Ilizarov: osteogênese por distração e transporte ósseo com fixador circular.
- Hoffmann: fixador externo.
- Paley: técnicas de alongamento e correção de deformidades.
- Galeazzi: fratura do rádio com luxação da radioulnar distal.
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