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Questão de Fratura do planalto tibial (ENARE R4 Ortopedia 2025)

Trauma adultoFratura do planalto tibialENARE R4 Ortopedia 2025

Um paciente de 26 anos, vítima de acidente de motocicleta, foi levado ao pronto-socorro, apresentando fratura do plateau tibial Schatzker IV, com indicação de tratamento cirúrgico. Durante a cirurgia foi observada fragmentação posterolateral não acessível pelo portal anterolateral. Foi necessário realizar uma abordagem posterolateral entre as seguintes estruturas anatômicas:

  1. o gastrocnêmico lateral e o poplíteo;
  2. o gastrocnêmico lateral e o bíceps;
  3. o gastrocnêmico lateral e o nervo fibular;
  4. o poplíteo e o ligamento colateral lateral;
  5. o poplíteo e o nervo fibular.
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Gabarito: B · o gastrocnêmico lateral e o bíceps;

Conceito-chave

O problema operatório deste caso é alcançar um fragmento que ficou atrás do planalto lateral. Chamar a fratura de Schatzker IV informa que há comprometimento do planalto medial, mas não descreve todos os fragmentos posteriores. A tomografia e a orientação de cada traço continuam necessárias: uma classificação feita principalmente pela radiografia anteroposterior não garante que a via da frente permita reduzir e apoiar uma coluna posterior (Rockwood, 10ª ed., cap. 62, “Classificação de SCHATZKER” e “As três colunas de LUO”).

Imagine agora a região por trás e pelo lado de fora do joelho. A cabeça lateral do gastrocnêmio e o bíceps femoral delimitam a janela muscular superficial procurada na questão. O nervo fibular comum passa sob a borda medial do bíceps e depois contorna o colo da fíbula. Portanto, reconhecer o bíceps não serve apenas para nomear a alternativa: ajuda a localizar a estrutura nervosa que precisa ser identificada e protegida durante o acesso. O nervo é uma referência de risco, não um substituto para o músculo ao descrever o intervalo.

A janela de entrada não é toda a dissecção. Na via em L invertido descrita no resumo, o braço vertical acompanha a borda lateral do gastrocnêmio. Em profundidade, desenvolve-se o plano entre gastrocnêmio lateral e sóleo; o gastrocnêmio e o feixe poplíteo são levados para medial, e fibras do sóleo são liberadas da fíbula. Isso explica por que uma pergunta sobre o intervalo superficial pode ter bíceps na resposta, enquanto a descrição dos passos profundos menciona sóleo. São níveis diferentes do mesmo acesso, não duas respostas concorrentes (cap. 62, “As vias posteriores e posterolaterais”).

A dissecção também tem um limite vascular importante. Abaixo do sóleo, distal ao colo da fíbula, a abertura na membrana interóssea marca a passagem da artéria tibial anterior. O poplíteo pertence aos planos profundos; a artéria genicular inferior lateral passa superficialmente a ele, e o resumo recomenda trabalhar profundo ao músculo para proteger os vasos maiores. Não se deve prolongar a exposição supondo que todos esses planos tenham a mesma segurança.

O objetivo da abordagem é chegar ao fragmento que precisa ser reduzido e sustentado. Um traço coronal posterior pode escapar ao controle de uma placa anterior ou lateral; insistir em uma janela que não o expõe deixa uma redução ou uma fixação insuficiente. A escolha da via deve acompanhar a anatomia real da fratura, preservando nervos e vasos, em vez de ser decidida apenas pelo número de Schatzker.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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