Na fratura da diáfise do úmero, deve-se evitar a fixação com haste intramedular bloqueada, quando o diâmetro da medular for menor que 9 mm ou na paralisia do nervo radial.
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Conceito-chave
Canal estreito e haste. A fixação intramedular exige que o implante passe sem forçar a cortical nem lesar estruturas ao cruzar o foco. Um canal muito estreito limita o diâmetro possível e pode dificultar bloqueio e resistência mecânica. A medida de 9 mm aparece em textos como referência para acomodar uma haste com pouca fresagem, mas a compatibilidade depende do desenho e do tamanho disponível; há sistemas com diâmetros menores.
Paralisia radial muda a avaliação. Antes do tratamento, devem ser documentadas extensão do punho e dedos e sensibilidade radial. Uma paralisia primária em fratura fechada frequentemente recupera espontaneamente e não constitui, por si, indicação universal de exploração. Quando há suspeita de laceração, aprisionamento, fratura aberta ou necessidade de visualizar o nervo, a abordagem aberta com placa pode oferecer vantagem diagnóstica e terapêutica.
Escolha individual. Padrão e nível da fratura, qualidade óssea, estado do ombro, largura real do canal e situação neural orientam a decisão. A haste evita maior dissecção do foco, mas pode causar morbidade do ombro; a placa permite redução e inspeção direta, ao custo de maior exposição. Nem o número de 9 mm nem a paralisia isolada substituem essa análise.
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