Na fratura subtrocantérica do fêmur, a força resultante da ação muscular leva a encurtamento e varismo.
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Conceito-chave
Os fragmentos não ficam em repouso. Na fratura subtrocantérica, o fragmento proximal é puxado em flexão pelo iliopsoas, em abdução pelos glúteos médio e mínimo e em rotação externa pelos rotadores curtos. Já os adutores tracionam o fragmento distal medialmente, enquanto a musculatura da coxa favorece telescopagem e encurtamento.
De onde vem o varo. A combinação de abdução proximal com adução distal produz desvio global em varo; a flexão proximal acrescenta deformidade no plano sagital. A região subtrocantérica suporta altas cargas e tem predomínio de osso cortical, por isso uma redução residual em varo concentra esforço no implante e favorece falha mecânica ou retardo de consolidação.
Reduzir antes de fixar. Tração isolada nem sempre corrige a flexão e a abdução do fragmento proximal. Pinças, fios provisórios ou manobras percutâneas podem ser necessários antes da haste cefalomedular. O objetivo é restabelecer eixo, comprimento e contato medial, sem aceitar varo porque a haste entrou no canal.
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