Na fratura metafisária da tíbia tratada por haste bloqueada, a dinamização resulta em aumento da incidência de quebra por fadiga do material de síntese e da perda da redução da fratura.
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Conceito-chave
Por que a metáfise é diferente. Ao se alargar perto da articulação, o canal tibial oferece menos contato cortical à haste. Os parafusos de bloqueio passam a controlar grande parte da posição do fragmento curto. Se a fratura é cominutiva ou há falha medial, a estabilidade de comprimento e eixo depende ainda mais desse bloqueio.
O que significa dinamizar. A técnica reduz a restrição axial, em geral modificando o bloqueio, para permitir compressão controlada do foco. Ela pode auxiliar a consolidação de fraturas selecionadas com contato e calo, mas não corrige falta de estabilidade rotacional, defeito ósseo relevante ou infecção. Em metáfise instável, liberar o movimento pode provocar encurtamento ou perda de redução.
Fadiga não tem causa única. A quebra de parafuso ou haste resulta de cargas repetidas enquanto o osso não assume parte suficiente da carga. Tamanho do implante, padrão da fratura, persistência da pseudartrose e configuração do bloqueio interferem. A dinamização não causa necessariamente quebra e perda de redução em toda fratura metafisária; tampouco é isenta desses riscos. A decisão requer avaliação da estabilidade residual.
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