Na fixação da fratura diafisária do úmero com placa, a via de acesso posterior oferece exposição mais direta do nervo radial, com menos risco de paralisia intra-operatória.
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Conceito-chave
Trajeto do nervo radial. O nervo radial percorre o sulco espiral na face posterior do úmero, junto à artéria braquial profunda, e atravessa o septo intermuscular lateral mais distalmente. Por isso, na abordagem posterior da diáfise, pode ser visto e protegido diretamente, especialmente quando é necessário trabalhar na face posterior ou explorar uma lesão neural.
Ver o nervo não elimina o risco. Dissecção, afastadores, manipulação dos fragmentos e posição da placa ou dos parafusos podem causar neuropraxia ou lesão iatrogênica. Abordagens anterolaterais também permitem localizar o nervo conforme o nível da fratura. Comparações clínicas entre vias são influenciadas pela localização, gravidade e indicação de exploração.
Escolha da via. O acesso deve corresponder ao traço, ao segmento a fixar, ao estado das partes moles e à necessidade de inspecionar o nervo. Registrar função radial antes e depois da cirurgia e identificar sua relação com a placa são medidas mais confiáveis do que supor que uma única via seja sempre a mais segura.
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