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Questão de Fraturas expostas (TARO 2009)

Trauma adultoFraturas expostasTARO 2009

O sinal clínico mais sugestivo de fratura exposta oculta da pelve é

  1. o sangramento vaginal.
  2. a lesão de MORELL-LAVALLÉ.
  3. a hematúria macroscópica.
  4. o enfisema subcutâneo nos flancos.
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Conceito-chave

“Exposta” não exige ferida visível sobre o osso. Uma fratura pélvica é aberta quando o foco se comunica com o meio externo, inclusive por laceração da vagina ou do reto. Como a abertura pode estar no períneo ou numa mucosa, a pele do quadril pode parecer íntegra. Essa comunicação aumenta risco de contaminação, infecção profunda e sangramento, além das ameaças hemodinâmicas próprias da lesão do anel pélvico.

Sangramento vaginal após trauma pélvico é sinal de alerta para laceração que pode alcançar a fratura. Ele exige exame cuidadoso por equipe habilitada, com inspeção e avaliação ginecológica quando indicada, sem presumir que todo sangue vaginal prova uma comunicação óssea. O manejo integra ressuscitação e estabilização da pelve, antibióticos e avaliação urgente das lesões de partes moles e órgãos; a necessidade de desbridamento e de medidas adicionais depende do trajeto da ferida.

Diferencie as outras pistas. A lesão de Morel-Lavallée é um desenluvamento fechado: o subcutâneo se separa da fáscia e forma uma cavidade, mas não torna automaticamente a fratura exposta. Hematúria macroscópica aponta para lesão urinária até prova em contrário. Gás no subcutâneo pode resultar de ferida, infecção ou dissecção de ar e precisa ser contextualizado, não localiza por si só uma abertura vaginal ou retal.

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