Na fratura transtrocanteriana do fêmur, a osteotomia de SARMIENTO é realizada com angulação de
- 30º no fragmento distal.
- 45º no fragmento proximal.
- 45º no fragmento distal.
- 30º no fragmento proximal.
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Conceito-chave
Qual problema a osteotomia procurava resolver? Na fratura transtrocantérica instável com perda do suporte posteromedial, aproximar os fragmentos pode deixar pouco contato cortical capaz de resistir à varização. A osteotomia valgizante de Sarmiento é técnica histórica de reconstrução do apoio: um corte oblíquo no fragmento distal, feito aproximadamente a 45 graus, permite mudar o plano de contato e levar a diáfise para uma posição que sustenta melhor o fragmento proximal.
O corte começa na região lateral proximal do fragmento distal e avança distal e medialmente. Após o reposicionamento, busca-se contato das corticais medial e posterior; o implante mantém a correção enquanto a fratura consolida. A angulação indicada na questão pertence ao corte do fragmento distal, não à cabeça femoral nem ao ângulo colo-diáfise final. Fazer uma osteotomia demasiadamente transversal pode criar valgo exagerado ou alterar o comprimento do membro.
Contexto histórico importa. Essa operação foi descrita para padrões instáveis antes da ampla adoção das hastes cefalomedulares modernas. Atualmente, a escolha habitual de implante e a necessidade de qualquer osteotomia dependem da morfologia, da redução e da qualidade óssea; saber o epônimo não deve levar a indicar o corte rotineiramente em toda fratura transtrocantérica.
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