Na montagem de um fixador externo, a principal medida para a obtenção de pré-tensionamento radial é
- o emprego de pinos autoperfurantes.
- a realização de orifício ósseo com uma broca de menor diâmetro.
- a utilização de pinos com diâmetro superior a 30% da largura óssea.
- a colocação dos pinos de forma convergente nos fragmentos ósseos.
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Conceito-chave
O pino precisa agarrar o osso sem esmagá-lo. No fixador externo, a estabilidade de cada pino depende da interface entre sua rosca e as duas corticais. Pré-tensionamento radial é uma compressão circunferencial moderada que o osso exerce sobre o pino. Para produzi-la com pinos que exigem perfuração prévia, usa-se a broca recomendada para o modelo, em geral ligeiramente menor que o diâmetro do núcleo da rosca. O ajuste cria interferência suficiente para reduzir micromovimento e afrouxamento.
Mais aperto nem sempre é melhor. Um orifício muito estreito ou pino excessivamente grosso pode gerar microfraturas e necrose da cortical, reduzindo a fixação depois. Broca afiada, proteção das partes moles, irrigação quando indicada e inserção sem aquecimento excessivo preservam a interface. Pinos de desenho cônico podem obter pré-carga pelo próprio avanço; os autoperfurantes obedecem a instruções específicas do fabricante, portanto “sempre furar antes” não é regra universal.
A rigidez global da montagem é outra questão: depende do número e afastamento entre pinos, da distância da barra ao osso, do número de planos e do contato entre fragmentos. Convergência entre pinos pode influenciar geometria da montagem, mas não é o que se chama pré-tensionamento radial em cada orifício.
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