Na lesão do anel pélvico do tipo C de TILE, com instabilidade hemodinâmica, o dispositivo ideal de fixação provisória é o
- fixador externo supra-acetabular.
- clampe posterior.
- calção pneumático antichoque (PASG).
- enfaixamento circunferencial com lençol (“fraldão”).
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Conceito-chave
Duas instabilidades diferentes. Na classificação de Tile, tipo A é rotacional e verticalmente estável; tipo B é rotacionalmente instável, mas mantém estabilidade vertical; tipo C perde ambas. A ruptura posterior no tipo C pode permitir deslocamento vertical e sangramento maciço. Primeiro tratam-se hemorragia e choque com protocolo de trauma, enquanto a pelve é imobilizada e se procura a fonte do sangramento.
O que cada dispositivo controla. A cinta pélvica, ou lençol usado como cinta, é rápida e não invasiva. Deve envolver os grandes trocânteres, não a cintura, e pode ser colocada antes da confirmação completa do padrão. O fixador externo anterior supra-acetabular ajuda a reduzir algumas aberturas anteriores, mas oferece controle limitado de instabilidade posterior marcada. O clampe pélvico posterior comprime diretamente a região sacroilíaca e pode servir de estabilização provisória hospitalar em lesões tipo C selecionadas com choque persistente.
O clampe não substitui reposição sanguínea nem o controle definitivo da hemorragia por empacotamento pré-peritoneal ou embolização quando indicados. Sua colocação inadequada pode lesar estruturas ou deslocar fragmentos, especialmente em fraturas sacrais cominutivas ou trajetos de pino inseguros. O calção pneumático antichoque é técnica histórica, sem papel rotineiro como resposta moderna a essa instabilidade.
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