Na fratura do terço médio da clavícula, há indicação absoluta do tratamento cirúrgico
- na associação com lesão nervosa.
- no ombro flutuante.
- na dissociação escápulo-torácica.
- na fratura bilateral.
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Conceito-chave
A clavícula protege estruturas profundas. Logo abaixo da porção média passam vasos subclávios e componentes do plexo braquial. A maioria das fraturas simples do terço médio consolida sem cirurgia, mas exposição do osso, pele ameaçada e comprometimento neurovascular relacionado aos fragmentos exigem avaliação cirúrgica urgente. Déficit neurológico progressivo, compressão ou aprisionamento por um fragmento ósseo são razões muito diferentes de uma parestesia transitória sem lesão estrutural demonstrada.
O ombro flutuante combina fratura da clavícula e do colo da escápula, interrompendo dois pontos de suporte do ombro. Pode motivar fixação, sobretudo quando há deslocamento importante, mas nem todo caso exige operar ambos os ossos. Fraturas bilaterais de clavícula aumentam dor e dificuldade de mobilização, porém também dependem de desvio, função e contexto do politrauma.
Dissociação escapulotorácica não é só outra fratura. É afastamento traumático da escápula em relação ao tórax, muitas vezes com lesão da artéria subclávia ou axilar e do plexo. Prioridades imediatas são ressuscitação, avaliação vascular e viabilidade do membro; uma eventual fixação da clavícula integra plano individualizado. A alternativa não pode ser descartada como lesão leve, mas não representa uma indicação automática e isolada de osteossíntese do terço médio.
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