Na fratura distal do fêmur do tipo C2 da classificação AO, os princípios a serem obedecidos na escolha do tratamento são de estabilidade
- relativa na fratura articular e absoluta na fratura metafisária.
- absoluta na fratura articular e relativa na fratura metafisária.
- relativa em ambas as fraturas.
- absoluta em ambas as fraturas.
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Conceito-chave
A classificação AO 33-C descreve fratura articular completa. No tipo C1, as porções articular e metafisária são simples. No C2, a superfície articular é simples, mas a região metafisária apresenta cunha ou multifragmentação. No C3, há multifragmentação da própria superfície articular, com maior dificuldade para reconstruí-la. Reconhecer onde está a cominuição orienta o tipo de estabilidade buscado.
Na articulação, a meta é reconstrução anatômica. O bloco condilar deve ter a superfície reduzida e fixada de modo estável, em geral com parafusos de compressão, para permitir cicatrização direta e reduzir incongruência. Chama-se estabilidade absoluta porque se procura eliminar micromovimento entre os fragmentos articulares reduzidos.
Na metáfise cominutiva, a placa pode funcionar como ponte. Após criar o bloco articular, preservam-se os fragmentos intermediários e a vascularização local, restaurando comprimento, eixo e rotação sem comprimir cada fragmento. A estabilidade relativa permite formação de calo no foco metafisário. Assim, a mesma fratura C2 combina dois princípios mecânicos em regiões diferentes.
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