Na fratura do terço distal do fêmur decorrente de trauma de alta energia, a artéria poplítea apresenta maior risco de lesão quando associada à lesão
- meniscal.
- ligamentar.
- do mecanismo extensor.
- do terço proximal da fíbula.
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Conceito-chave
A artéria poplítea atravessa uma região pouco complacente. Ao passar por trás do joelho, ela fica relativamente presa proximalmente no hiato dos adutores e distalmente na região do arco do sóleo. Trauma de alta energia no fêmur distal pode feri-la diretamente, mas o risco cresce quando há instabilidade grosseira do joelho e lesão multiligamentar associada, como numa luxação que se reduziu espontaneamente.
O exame do joelho muda a prioridade. Lesão ligamentar importante indica que a tíbia pode ter se deslocado em relação ao fêmur e tracionado ou contundido a artéria. Uma radiografia aparentemente alinhada não exclui esse mecanismo. Devem ser documentados pulsos, perfusão, sensibilidade e motricidade; quando há suspeita vascular, usam-se avaliação seriada, índice tornozelo-braquial e imagem vascular conforme os achados e o protocolo do serviço.
As demais lesões apontam para estruturas diferentes. Menisco e mecanismo extensor podem demandar tratamento próprio, mas não são o marcador clássico de translação do joelho associado à lesão poplítea. Uma lesão na cabeça ou no terço proximal da fíbula chama atenção sobretudo para o nervo fibular comum e para o canto posterolateral, embora nenhum achado isolado dispense o exame vascular.
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