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Questão de Fratura da diáfise da tíbia (TARO 2013)

Trauma adultoFratura da diáfise da tíbiaTARO 2013

O tratamento funcional da fratura da diáfise da tíbia baseia-se na

  1. integridade da fíbula.
  2. imobilização do joelho.
  3. estabilização em dois pontos.
  4. integridade das partes moles.
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Gabarito: D · integridade das partes moles.

Conceito-chave

A órtese funcional não transforma a fíbula numa placa interna. Ela utiliza o envelope de partes moles para ajudar a conter a tíbia fraturada; por isso a alternativa D expressa o fundamento do método de Sarmiento.

Os tecidos da perna têm conteúdo líquido pouco compressível. Uma órtese justa e bem moldada exerce contenção e pressão hidráulica sobre esse conjunto, ajudando a manter o alinhamento enquanto a carga precoce estimula a consolidação. Se as partes moles não toleram o molde, ou se outras lesões impedem a carga, o mecanismo deixa de ser uma solução adequada (Rockwood, 10ª ed., cap. 63, “A técnica” do tratamento funcional).

O molde precisa encontrar uma redução aceitável. A órtese não corrige automaticamente comprimento ou eixo inadequados. O capítulo propõe inicialmente tala ou gesso longo enquanto o edema baixa e o calo começa, com passagem posterior ao PTB ou à órtese. Esta última pode liberar também o tornozelo, mostrando que o princípio não depende de manter todas as articulações imóveis.

Fíbula íntegra, aliás, é um fator de atenção para deformidade angular tardia, sobretudo varo, não a base que garante o sucesso do método. O acompanhamento deve confirmar manutenção do eixo e tolerância dos tecidos, além de evolução da consolidação.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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