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Questão de Fratura da diáfise da tíbia (TARO 2019)

Trauma adultoFratura da diáfise da tíbiaTARO 2019

Na fratura diafisária da tíbia, a principal indicação do acesso suprapatelar é

  1. canal medular estreito.
  2. fratura proximal da tíbia.
  3. fratura multifragmentada.
  4. paciente com osteoporose.
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Gabarito: B · fratura proximal da tíbia.

Conceito-chave

A via suprapatelar ganhou espaço porque a fratura proximal da tíbia é difícil de alinhar com a haste, alternativa B. A indicação está ligada ao controle do fragmento, e não simplesmente à largura do canal ou à qualidade óssea.

Na diáfise, as corticais próximas ajudam a guiar a haste. Na metáfise proximal larga, o implante tem folga, e o fragmento curto pode acompanhar um trajeto errado do fio e da fresa. Com o joelho hiperfletido na via infrapatelar, a força do aparelho extensor favorece ápice anterior; a patela também pode dificultar a posição do ponto de entrada (Rockwood, 10ª ed., cap. 63, “A haste na fratura proximal” e “Suprapatelar”).

Trabalhar em semiextensão muda essas condições. A suprapatelar permite apoiar a perna, diminui a força deformante extensora e facilita o AP. Cânulas protegem a articulação patelofemoral durante a passagem do instrumental. A vantagem não dispensa reduzir antes de fresar nem conferir ponto e direção no perfil.

Há uso da técnica em outros padrões, inclusive distais, mas isso não muda o problema que motivou sua indicação principal. A escolha ainda depende de mobilidade da patela, espaço patelofemoral, feridas, incisões e experiência do cirurgião. Tampouco se deve prometer menos dor: a comparação entre vias não mostrou diferença consistente nesse resultado.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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