Na reconstrução do ligamento cruzado posterior pela técnica Inlay, o acesso para fixação tibial é realizado entre os músculos
- semitendíneo e grácil.
- grácil e semimembranáceo.
- semitendíneo e semimembranáceo.
- semimembranáceo e gastrocnêmio medial.
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Conceito-chave
Na técnica inlay do cruzado posterior, o intervalo de acesso à tíbia posterior fica entre o semimembranáceo e a cabeça medial do gastrocnêmio, alternativa D. É a via limitada de Burks e Schaffer descrita no resumo.
O LCP se insere posteriormente na tíbia, abaixo dos planaltos. Para fixar um enxerto nessa região ou reparar uma avulsão, o cirurgião precisa alcançar a face posterior sem transformar a exposição num risco desnecessário ao feixe neurovascular. Na via descrita, o gastrocnêmio medial é afastado lateralmente e participa da proteção desse feixe (Rockwood, 10ª ed., cap. 61, “Como se rompe e a via inlay”).
Os tendões mediais não formam intervalos equivalentes. Semitendíneo e grácil pertencem à pata de ganso, mais anterior e superficial em relação ao campo posterior buscado. Escolher dois nomes da face medial sem localizar sua relação com a tíbia não resolve a pergunta. O semimembranáceo é parte do intervalo, mas precisa estar associado ao gastrocnêmio medial.
A artéria poplítea está muito próxima da região posterior do LCP, descrita a 7 a 10 mm de sua face posterior. Essa proximidade explica o cuidado durante túneis e exposição; não significa que a via inlay elimine todo risco vascular. O resumo também aponta a artéria genicular média e o ramo motor do tibial para o gastrocnêmio medial como estruturas em risco na abordagem.
O capítulo compara inlay e transtibial, com resultados semelhantes quando o túnel transtibial é adequadamente baixo. A escolha da técnica não muda o intervalo anatômico cobrado aqui: reconhecer os dois músculos evita confundir o acesso à tíbia posterior com a região de retirada de tendões flexores.
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