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Questão de Fratura da diáfise da tíbia (TEOT 2023)

Trauma adultoFratura da diáfise da tíbiaTEOT 2023

Na fratura do terço proximal da diáfise da tíbia, o uso de haste intramedular com acesso infrapatelar pode ocasionar mais frequentemente a deformidade em

  1. varo e antecurvato.
  2. varo e recurvato.
  3. valgo e antecurvato.
  4. valgo e recurvato.
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Gabarito: C · valgo e antecurvato.

Conceito-chave

Ao passar uma haste por acesso infrapatelar numa fratura proximal da tíbia, o fragmento curto tende a ficar em valgo e antecurvato, alternativa C. Antecurvato, procurvato e ápice anterior descrevem aqui o mesmo componente sagital.

Os dois planos têm causas diferentes. O ponto medial demais, ou a fresa que deriva de medial para lateral, cria um trajeto que inclina o fragmento em valgo. A patela e seu tendão podem dificultar a lateralização adequada do ponto na via medial (Rockwood, 10ª ed., cap. 63, “Por que a fratura proximal vai para valgo e ápice anterior”).

No perfil, a flexão do joelho aumenta a tração do aparelho extensor sobre o fragmento proximal. Um fio dirigido para posterior acrescenta outro mecanismo para o ápice anterior. A direção posterior do fio não deve ser confundida com ápice posterior da deformidade.

O canal metafisário largo explica por que a haste não se autocentraliza como na diáfise. Reduzir antes de fresar, conferir ponto e direção nos dois planos e usar auxiliares de redução evita tentar corrigir com os bloqueios uma trajetória já errada.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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