O risco de lesão do ligamento cruzado anterior do joelho é maior em pacientes com espaço intercondilar
- largo e com inclinação sagital tibial posterior diminuída.
- largo e com inclinação sagital tibial posterior aumentada.
- estreito e com inclinação sagital tibial posterior diminuída.
- estreito e com inclinação sagital tibial posterior aumentada.
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Conceito-chave
Os fatores de risco anatômicos do LCA. Além de fatores neuromusculares (valgo dinâmico, controle do tronco, fadiga), hormonais (maior risco em mulheres) e ambientais (calçado, superfície), a anatomia óssea do joelho influencia o risco de romper o LCA.
A incisura intercondilar estreita. O LCA passa pela incisura (espaço intercondilar) entre os côndilos. Uma incisura estreita (medida pelo índice da largura da incisura, a razão entre a largura da incisura e a largura dos côndilos, normal em torno de 0,25; abaixo de 0,20 é estreita) associa-se a um LCA mais fino e a impacto do ligamento contra a parede lateral da incisura, sobretudo em extensão e rotação. O formato em A da incisura também é associado a maior risco.
A inclinação tibial posterior aumentada. O slope tibial é a inclinação do platô para trás no plano sagital (normal em torno de 7 a 10 graus). Quanto maior o slope, maior a translação anterior da tíbia quando o joelho recebe carga axial (a tíbia "escorrega" para a frente sob o fêmur), e maior a tensão no LCA. Slope aumentado (sobretudo acima de 12 graus, e no platô lateral) associa-se a mais lesões do LCA e a mais falhas da reconstrução. Em revisões com slope muito alto, faz-se uma osteotomia de deflexão da tíbia.
Outros fatores. Profundidade reduzida do platô medial, côndilos pequenos, hiperextensão (recurvato) e frouxidão ligamentar generalizada.
Na prova: maior risco de lesão do LCA com incisura intercondilar estreita e inclinação tibial posterior aumentada.
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