Na fratura do planalto tibial, KFURI e SCHATZKER propuseram dois pontos de referência anatômicos que dividissem o planalto em duas zonas, anterior e posterior, que são
- o limite anterior da cabeça da fíbula e o limite anterior da inserção do ligamento colateral medial.
- o limite anterior da cabeça da fíbula e o limite posterior da inserção do ligamento colateral medial.
- o limite posterior da cabeça da fíbula e o limite anterior da inserção do ligamento colateral medial.
- o limite posterior da cabeça da fíbula e o limite posterior da inserção do ligamento colateral medial.
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Conceito-chave
A limitação de Schatzker. A classificação de Schatzker descreve as fraturas do planalto tibial pela radiografia AP, e ignora o plano coronal. Fraturas com fragmentos posteriores (posteromediais, posterolaterais), comuns nas lesões de maior energia, ficavam mal descritas, e a escolha da via e da placa não era orientada.
A atualização de Kfuri e Schatzker. Em 2018, Kfuri e Schatzker revisaram a classificação usando a tomografia, dividindo o planalto em quatro quadrantes: medial e lateral (pela linha da eminência), e anterior e posterior por um plano coronal. Esse plano passa por dois pontos anatômicos fáceis de identificar: o limite anterior da cabeça da fíbula, na face lateral, e o limite posterior da inserção do ligamento colateral medial superficial, na face medial. Assim, cada fratura é descrita também pelo quadrante acometido (por exemplo, Schatzker II com fragmento posterolateral).
Por que importa. A localização do fragmento define a via de acesso e a placa: fragmentos anterolaterais pela via anterolateral clássica; posterolaterais pela via posterolateral (com ou sem osteotomia da cabeça da fíbula) ou pela via lateral estendida; posteromediais pela via posteromedial (Lobenhoffer), com placa de suporte posterior. A classificação das três colunas (Luo) segue a mesma lógica (coluna lateral, medial e posterior), também pela tomografia.
A regra da placa de suporte. Fragmentos que cisalham precisam de placa de suporte (buttress) aplicada exatamente sobre o ápice do fragmento, na direção do desvio. Um fragmento posterior fixado só por uma placa lateral tende a desviar.
Na prova: Kfuri e Schatzker dividem o planalto em anterior e posterior pelo limite anterior da cabeça da fíbula e pelo limite posterior da inserção do LCM.
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