Paciente de 45 anos, sofreu uma fratura do tornozelo AO 44B2.3. Após melhora do envelope de partes moles, optou-se pelo tratamento cirúrgico definitivo. Com base na imagem a seguir, as duas principais vias de acesso para reduzir e fixar todas as fraturas são

- B e F.
- B e C.
- C e E.
- D e F.
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Conceito-chave
Comece pela lista de fraturas. O enunciado descreve uma 44B, a fratura da fíbula na altura da sindesmose, no subgrupo que soma lesão medial e fragmento posterior. Na prática, um padrão trimaleolar: fíbula, maléolo medial e maléolo posterior. A pergunta é quantas incisões, e quais, resolvem os três de uma vez.
Lendo o corte. A figura é um corte axial do tornozelo com seis setas. A entra pela frente; B é anterolateral; C vai direto à fíbula; D passa atrás da fíbula, entre os fibulares e o flexor longo do hálux, perto do sural; E é posteromedial, junto ao feixe tibial; F chega ao maléolo medial, ao lado da safena magna.
A lógica do Rockwood. No capítulo de tornozelo (10ª ed., cap. 65), a placa de suporte posterior é colocada em decúbito ventral pela via posterolateral: com a gravidade a favor, expõe-se o maléolo posterior afastando o flexor longo do hálux, e a fíbula é fixada pela mesma incisão afastando os fibulares. Os autores costumam tratar o posterior antes da fíbula, porque a placa lateral atrapalha a radioscopia. Fica faltando o maléolo medial, que se aborda pela via medial.
Na prova: trimaleolar = posterolateral + medial. A via lateral pura e a anterolateral não chegam ao fragmento posterior.
O trecho sobre o maléolo posterior, no resumo de tornozelo, explica quando cada fragmento pede a via posterolateral, a posteromedial ou parafusos de frente.
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