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Questão de Fratura da patela e lesão do aparelho extensor (TARO 2025)

Trauma adultoFratura da patela e lesão do aparelho extensorTARO 2025

Na osteocondrite dissecante do joelho, o acometimento da patela tem prognóstico

  1. pior que o acometimento do côndilo femoral e acomete, mais frequentemente, o polo inferior.
  2. pior que o acometimento do côndilo femoral e acomete, mais frequentemente, o polo superior.
  3. melhor que o acometimento do côndilo femoral e acomete, mais frequentemente, o polo inferior.
  4. melhor que o acometimento do côndilo femoral e acomete, mais frequentemente, o polo superior.
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Gabarito: A · pior que o acometimento do côndilo femoral e acomete, mais frequentemente, o polo inferior.

Conceito-chave

A osteocondrite dissecante. É uma lesão do osso subcondral que pode se separar, levando junto a cartilagem sobrejacente e formando um fragmento instável ou um corpo livre. Acomete crianças e adolescentes (forma juvenil, com fise aberta, de melhor prognóstico) e adultos jovens. A causa provável é o microtrauma repetitivo em atletas, com fatores genéticos e vasculares.

As localizações. O local clássico é o côndilo femoral medial, na face lateral (perto da incisura intercondilar), em cerca de 70% dos casos. Seguem o côndilo femoral lateral, a patela e a tróclea. Na patela, a lesão é rara e costuma se localizar na metade inferior (polo inferior), muitas vezes na faceta medial, associada a problemas de trajeto patelar e carga patelofemoral.

Por que a patela tem pior prognóstico. A patelofemoral recebe forças de compressão e cisalhamento muito altas, que dificultam a cicatrização; as lesões são menos responsivas ao tratamento conservador; e frequentemente há um fator mecânico associado (mau alinhamento, instabilidade). Por isso a osteocondrite da patela evolui pior que a do côndilo femoral.

O tratamento. Depende da idade (fise aberta tem melhor cicatrização), da estabilidade da lesão (ressonância e artroscopia) e do tamanho. Lesões estáveis em jovens: retirada da carga e da atividade por semanas a meses; perfurações (retrógradas ou anterógradas) se não cicatrizarem. Lesões instáveis: fixação do fragmento (parafusos, pinos bioabsorvíveis), com desbridamento do leito. Fragmentos inviáveis: remoção e reparo da cartilagem (microfratura, enxerto osteocondral autólogo ou alógeno, condrócitos). Na patela, corrigir fatores de trajeto.

Na prova: osteocondrite da patela = rara, pior prognóstico que a do côndilo, mais no polo inferior; clássica é o côndilo femoral medial (face lateral).

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