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Questão de Fratura do úmero proximal (TARO 2026)

Trauma adultoFratura do úmero proximalTARO 2026

No tratamento cirúrgico da instabilidade patelar, a osteotomia da tuberosidade da tíbia é realizada quando o desalinhamento entre a tuberosidade da tíbia e o sulco troclear (TT-TG) for

  1. maior que 15 mm na tróclea normal.
  2. menor que 15 mm na tróclea normal.
  3. maior que 15 mm na tróclea displásica.
  4. menor que 15 mm na tróclea displásica.
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Gabarito: C · maior que 15 mm na tróclea displásica.

Conceito-chave

A instabilidade patelar e seus fatores. A luxação recidivante da patela resulta da soma de fatores anatômicos: displasia da tróclea (o mais importante), patela alta, TT-TG aumentado (tuberosidade lateralizada em relação ao sulco), inclinação patelar, valgo e torções do membro, além da insuficiência do ligamento patelofemoral medial (LPFM), que se rompe na primeira luxação.

O que é o TT-TG. É a distância, medida no plano axial da tomografia ou da ressonância, entre a tuberosidade anterior da tíbia (TT) e o fundo do sulco troclear (TG). Ela quantifica o quanto o tendão patelar puxa a patela para lateral.

  • Normal: cerca de 10 a 15 mm.
  • 20 mm ou mais: claramente patológico (limiar clássico de Dejour).

Por que a tróclea muda o limiar. O TT-TG depende de dois pontos: a posição da tuberosidade e a posição do fundo do sulco. Quando a tróclea é displásica (rasa, plana ou convexa), a patela não tem a contenção óssea do sulco, e um desalinhamento menor do vetor do tendão já basta para desestabilizá-la. Por isso, segundo o Campbell (15ª edição, cap. 52), a indicação da osteotomia da tuberosidade é:

TrócleaTT-TG que indica a osteotomia
Normal20 mm ou mais
DisplásicaMais de 15 mm

Em ambos os casos, a osteotomia é feita junto com a reconstrução do LPFM (e/ou do ligamento quadríceps-tibial medial, MQTFL).

Qual osteotomia.

  • Medialização da tuberosidade (Elmslie-Trillat): corrige o vetor lateral.
  • Anteromedialização (Fulkerson): medializa e anterioriza, descarregando a cartilagem. Indicada quando há lesão condral distal e lateral da patela; é contraindicada nas lesões proximais e mediais, que seriam sobrecarregadas.
  • A inclinação do corte define a proporção entre anteriorização e medialização: uma osteotomia oblíqua de 30° produz cerca de 1 mm de elevação anterior para cada 2 mm de medialização; a de 45°, 1 mm anterior para 1 mm medial.
  • Distalização, quando há patela alta associada.
  • Raramente, em deformidades rotacionais graves, indica-se a osteotomia derrotativa do fêmur distal.

Na displasia troclear grave (tipos B e D de Dejour, com esporão supratroclear), a trocleoplastia pode ser necessária.

A questão e o gabarito. Pela fonte citada, a única alternativa compatível é a C (TT-TG maior que 15 mm na tróclea displásica). Na tróclea normal, o limiar é de 20 mm, e não de 15 mm, por isso a alternativa A, registrada como gabarito, não corresponde exatamente ao texto do Campbell. O gabarito foi mantido, com alerta.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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