No tratamento cirúrgico da instabilidade patelar, a osteotomia da tuberosidade da tíbia é realizada quando o desalinhamento entre a tuberosidade da tíbia e o sulco troclear (TT-TG) for
- maior que 15 mm na tróclea normal.
- menor que 15 mm na tróclea normal.
- maior que 15 mm na tróclea displásica.
- menor que 15 mm na tróclea displásica.
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Conceito-chave
A instabilidade patelar e seus fatores. A luxação recidivante da patela resulta da soma de fatores anatômicos: displasia da tróclea (o mais importante), patela alta, TT-TG aumentado (tuberosidade lateralizada em relação ao sulco), inclinação patelar, valgo e torções do membro, além da insuficiência do ligamento patelofemoral medial (LPFM), que se rompe na primeira luxação.
O que é o TT-TG. É a distância, medida no plano axial da tomografia ou da ressonância, entre a tuberosidade anterior da tíbia (TT) e o fundo do sulco troclear (TG). Ela quantifica o quanto o tendão patelar puxa a patela para lateral.
- Normal: cerca de 10 a 15 mm.
- 20 mm ou mais: claramente patológico (limiar clássico de Dejour).
Por que a tróclea muda o limiar. O TT-TG depende de dois pontos: a posição da tuberosidade e a posição do fundo do sulco. Quando a tróclea é displásica (rasa, plana ou convexa), a patela não tem a contenção óssea do sulco, e um desalinhamento menor do vetor do tendão já basta para desestabilizá-la. Por isso, segundo o Campbell (15ª edição, cap. 52), a indicação da osteotomia da tuberosidade é:
| Tróclea | TT-TG que indica a osteotomia |
|---|---|
| Normal | 20 mm ou mais |
| Displásica | Mais de 15 mm |
Em ambos os casos, a osteotomia é feita junto com a reconstrução do LPFM (e/ou do ligamento quadríceps-tibial medial, MQTFL).
Qual osteotomia.
- Medialização da tuberosidade (Elmslie-Trillat): corrige o vetor lateral.
- Anteromedialização (Fulkerson): medializa e anterioriza, descarregando a cartilagem. Indicada quando há lesão condral distal e lateral da patela; é contraindicada nas lesões proximais e mediais, que seriam sobrecarregadas.
- A inclinação do corte define a proporção entre anteriorização e medialização: uma osteotomia oblíqua de 30° produz cerca de 1 mm de elevação anterior para cada 2 mm de medialização; a de 45°, 1 mm anterior para 1 mm medial.
- Distalização, quando há patela alta associada.
- Raramente, em deformidades rotacionais graves, indica-se a osteotomia derrotativa do fêmur distal.
Na displasia troclear grave (tipos B e D de Dejour, com esporão supratroclear), a trocleoplastia pode ser necessária.
A questão e o gabarito. Pela fonte citada, a única alternativa compatível é a C (TT-TG maior que 15 mm na tróclea displásica). Na tróclea normal, o limiar é de 20 mm, e não de 15 mm, por isso a alternativa A, registrada como gabarito, não corresponde exatamente ao texto do Campbell. O gabarito foi mantido, com alerta.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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