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Questão de Fratura do fêmur distal (ENARE R4 Ortopedia 2024)

Trauma adultoFratura do fêmur distalENARE R4 Ortopedia 2024

Paciente do sexo feminino, 72 anos de idade, submetida a artroplastia total do joelho direito há 12 anos, sofreu queda da própria altura sofrendo em consequência uma fratura do fêmur direito. O exame radiográfico demonstrou que o traço de fratura se inicia no nível da porção proximal do componente femoral e estende-se proximalmente. De acordo com a classificação de Su e colaboradores, estamos frente a uma fratura do tipo

  1. I.
  2. II.
  3. III.
  4. IV A.
  5. IV B.
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Gabarito: B · II.

Conceito-chave

As fraturas periprotéticas acima da prótese do joelho. Ocorrem em idosos osteoporóticos com artroplastia total do joelho, geralmente após quedas. Fatores de risco: osteoporose, artrite reumatoide, corticoide, entalhe (notching) da cortical anterior do fêmur na cirurgia, instabilidade e soltura do implante. A pergunta central é: o componente femoral está estável? E onde fica o traço em relação a ele?

A classificação de Su. Baseia-se na relação do traço com o componente femoral. Tipo I: fratura proximal ao componente femoral (acima da borda proximal da prótese). Tipo II: fratura que começa no nível da borda proximal do componente e se estende proximalmente. Tipo III: qualquer parte da fratura fica distal à borda proximal do componente (a fratura é baixa, dentro da área do implante). Essa classificação ajuda a escolher o implante: os tipos I e II deixam osso suficiente para haste retrógrada (se a prótese tiver caixa aberta) ou placa bloqueada; no tipo III, o fragmento distal é pequeno, e a placa bloqueada distal ou a revisão são preferidas.

A classificação de Lewis e Rorabeck. Considera desvio e estabilidade do implante: I sem desvio, prótese estável; II desviada, prótese estável; III prótese solta ou instável, com qualquer fratura. O tipo III exige revisão da artroplastia, muitas vezes com implantes de revisão ou megaprótese.

O tratamento. Com prótese estável: placa bloqueada lateral (às vezes com placa medial ou combinação haste e placa para carga imediata), ou haste retrógrada quando a caixa do componente permite. Com prótese solta ou fragmento distal muito pequeno em idosos: revisão com substituição do fêmur distal. Objetivo: mobilização e carga precoces.

Na prova: Su II = fratura que começa na borda proximal do componente femoral e sobe; I acima dele; III desce para dentro da área do componente.

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