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Questão de Fratura do tornozelo (ENARE R4 Ortopedia 2024)

Trauma adultoFratura do tornozeloENARE R4 Ortopedia 2024

Paciente do sexo feminino, 19 anos, sofreu entorse do tornozelo direito em consequência de queda de skate. Ela foi atendida em unidade de urgência e o diagnóstico foi de uma lesão do tipo 44C2.1u, segundo a classificação AO/OTA. O tratamento mais adequado, entre os listados a seguir, é:

  1. osteossíntese da fíbula com uma placa 1/3 de cana pequenos fragmentos (3,5 mm), sutura do ligamento deltoide e estabilização da sindesmose anterior com um parafuso transsindesmoidal.
  2. osteossíntese da fíbula com uma placa 1/3 de cana pequenos fragmentos (3,5 mm), sutura do ligamento deltoide e osteossíntese do canto posterior da tíbia com dois parafusos canulados de 4,0 mm.
  3. osteossíntese da fíbula com uma placa DCP pequenos fragmentos (3,5 mm), osteossíntese do maléolo medial com dois parafusos canulados de 4,0 mm. e estabilização da sindesmose anterior com um parafuso transsindesmoidal.
  4. osteossíntese da fíbula com uma placa 1/3 de cana pequenos fragmentos (3,5 mm), osteossíntese do maléolo medial com dois fios de Kirschner e cerclagem, e estabilização da sindesmose anterior com um parafuso transsindesmoidal.
  5. osteossíntese da fíbula com uma placa 1/3 de cana pequenos fragmentos (3,5 mm), osteossíntese do maléolo medial com dois parafusos canulados de 4,0 mm e osteossíntese do canto posterior da tíbia com dois parafusos canulados de 4,0 mm.
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Gabarito: A · osteossíntese da fíbula com uma placa 1/3 de cana pequenos fragmentos (3,5 mm), sutura do ligamento deltoide e estabilização da sindesmose anterior com um parafuso transsindesmoidal.

Conceito-chave

A chave desta questão está no código. Antes de escolher o implante, é preciso ler o que a classificação AO/OTA diz sobre cada lado do tornozelo.

O que significa 44C2.1. Na AO/OTA, o tornozelo é o segmento 44, com os mesmos A, B e C de Weber: 44A infrassindesmal, 44B transsindesmal e 44C suprassindesmal, isto é, a fíbula quebra acima da sindesmose. O grupo C2 é a fíbula multifragmentar, e a questão da ENARE trata o C2.1 como fratura com lesão ligamentar medial: o deltoide roto, e não o maléolo medial fraturado (Rockwood and Green, 10ª ed., cap. 65).

O que isso exige. Uma fratura suprassindesmal com o deltoide roto é instável: fíbula quebrada acima da sindesmose, sindesmose aberta e lado medial sem freio. O tálus pode escorregar para fora a cada passo. O capítulo trata a 44C com lesão do deltoide fixando a fíbula e estabilizando a sindesmose. Não há maléolo medial a fixar, porque a lesão medial é ligamentar.

Duas ressalvas do capítulo ao gabarito. Primeiro, o deltoide: com a fíbula fixada e o tálus reduzido sob o plafond, reparar o deltoide, como se fazia no passado, é desnecessário. Segundo, o implante: numa fíbula cominuta, o parafuso de tração não funciona, e o capítulo sugere placa em ponte de compressão dinâmica de pequenos fragmentos, mais forte que a um terço de tubo. A ideia central do gabarito, fíbula fixada mais sindesmose estabilizada, é exatamente a do livro.

No resumo de fraturas do tornozelo, a seção sobre AO/OTA e o tratamento pela classificação traz os casos da ENARE.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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