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Questão de Fratura da cabeça do rádio e instabilidade do cotovelo (ENARE R4 Ortopedia 2024)

Trauma adultoFratura da cabeça do rádio e instabilidade do cotoveloENARE R4 Ortopedia 2024

Paciente do sexo masculino, 23 anos de idade, sofreu queda de bicicleta no Sertão do Seridó, Rio Grande do Norte. Apresentou, em consequência, dor e incapacidade funcional do cotovelo direito sendo atendido no pronto socorro local. Após exames físico e radiológico, foi diagnosticado como tendo sofrido uma fratura do tipo 2U 1 B1d. O tratamento mais correto é

  1. banda de tensão com dois fios de Kirschner e cerclagem.
  2. estabilidade absoluta com placa bloqueada para o terço médio da ulna.
  3. estabilidade absoluta com placa pré-moldada bloqueada para a extremidade distal da ulna.
  4. estabilidade relativa com placa pré-moldada bloqueada para a extremidade proximal da ulna.
  5. estabilidade absoluta com placa pré-moldada bloqueada para a extremidade proximal da ulna.
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Gabarito: A · banda de tensão com dois fios de Kirschner e cerclagem.

Conceito-chave

O código AO/OTA da ulna proximal. Na versão de 2018, rádio e ulna são codificados separadamente: 2R rádio e 2U ulna. 2U1 é a ulna proximal, a região do olécrano e do coronoide. A: extra-articular. B: articular parcial, que inclui as fraturas do olécrano e do coronoide isoladas. C: articular completa (olécrano e coronoide juntos). O B1 corresponde à fratura do olécrano simples, e os qualificadores descrevem detalhes do traço e do desvio.

A fratura simples do olécrano. É uma fratura transversa ou pouco oblíqua, desviada, sem cominuição e com o cotovelo estável (Mayo IIA). O mecanismo típico é a queda sobre o cotovelo fletido, com contração do tríceps.

O tratamento: banda de tensão. Dois fios de Kirschner paralelos atravessam o foco (intramedulares ou saindo pela cortical anterior), e uma cerclagem em oito passa por um túnel na ulna distal ao foco e pela ponta do olécrano, sob o tríceps. Na flexão, a tração do tríceps é convertida em compressão na superfície articular, e a fratura é mobilizada precocemente. É barata, simples e eficaz para esse padrão.

Quando usar placa. Fraturas cominutivas (Mayo IIB), oblíquas que terminam distal ao ponto médio da incisura troclear, fraturas-luxações (Mayo III) e osso muito osteoporótico: placa pré-moldada bloqueada para a ulna proximal, geralmente com estabilidade relativa (ponte) nas cominuições e absoluta nas simples. Placas para o terço médio ou distal da ulna não servem para o olécrano.

Na prova: fratura simples do olécrano (2U1B1, Mayo IIA) = banda de tensão com dois fios e cerclagem; cominutiva = placa.

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