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Questão de Fraturas por estresse (ENARE R4 Ortopedia 2024)

Trauma adultoFraturas por estresseENARE R4 Ortopedia 2024

Paciente do sexo masculino, 13 anos de idade, praticante de futebol, apresentou dores no joelho esquerdo com marcha claudicante. Apos avaliação clínica rigorosa, o diagnóstico firmado foi de fratura por estresse do colo femoral. Em relação a esse diagnóstico, é correto afirmar que

  1. coxa valga é a complicação mais comum de fraturas por tensão não tratadas.
  2. o tipo por compressão se manifesta como uma formação óssea reativa no córtex superior com ruptura da cortical.
  3. fraturas por tensão não apresentam alto risco de deslocamento mas a fixação cirúrgica é uma opção de tratamento.
  4. o tipo de compreenssão raramente se desvia completamente, mas pode colapsar em uma deformidade em valgo.
  5. fraturas por compressão geralmente podem ser tratadas com um período de marcha sem apoio, utilizando duas muletas.
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Gabarito: E · fraturas por compressão geralmente podem ser tratadas com um período de marcha sem apoio, utilizando duas muletas.

Conceito-chave

A fratura por estresse do colo do fêmur no adolescente. É rara, mas grave, em atletas jovens (corrida, futebol). A dor pode ser referida no joelho (pelo nervo obturatório), o que atrasa o diagnóstico: todo adolescente com dor no joelho e claudicação precisa ter o quadril examinado. A ressonância faz o diagnóstico precoce.

Os dois tipos (Devas, Fullerton e Snowdy). Compressão: na cortical inferomedial do colo, aparece como esclerose ou reação endosteal e depois uma linha na borda inferior; o traço é fechado pela carga. Raramente desvia por completo, mas pode colapsar em varo. Geralmente é tratado com retirada de carga (duas muletas, marcha sem apoio) até a dor e a imagem melhorarem. Tensão (distração): na cortical superolateral, aparece como uma linha de fratura ou ruptura da cortical superior; a carga abre o traço, e o risco de desvio completo é alto. Exige fixação cirúrgica (parafusos) mesmo sem desvio.

As complicações. Uma fratura que desvia no jovem é desastrosa: necrose avascular, pseudartrose e coxa vara (a consolidação em varo é a deformidade típica, e não a coxa valga). Por isso o diagnóstico precoce e a proteção adequada são fundamentais.

Como analisar as alternativas. A coxa vara, e não a valga, é a complicação típica. A formação óssea reativa com ruptura da cortical superior descreve o tipo de tensão, e não o de compressão. As fraturas de tensão têm alto risco de desvio. O tipo de compressão pode colapsar em varo, e não em valgo. O tipo de compressão pode ser tratado com marcha sem apoio, com duas muletas.

Na prova: estresse do colo: compressão (inferomedial) = muletas sem apoio, pode ir para varo; tensão (superolateral) = alto risco de desvio, fixar.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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