Os movimentos do joelho ocorrem em três planos separados durante o curso normal do ciclo de marcha. Por esse motivo, temos a denominação de "movimento triaxial". Em relação à biomecânica do joelho, é correto afirmar que
- o padrão de pivô descrito por Dennis explica a rotação externa da tíbia em relação ao fêmur durante a flexão do joelho.
- o padrão de pivô descrito por Dennis explica a rotação interna da tíbia em relação ao fêmur durante a extensão do joelho.
- em estudos cinemáticos do joelho durante algumas atividades do dia a dia, a marcha normal exigiu 67 graus de flexão durante a fase de balanço e 83 graus para a subida de escada.
- Dennis e colaboradores descreveram um modelo helicoidal para a variação do eixo de flexão, com uma média de 21 mm de translação posterior do côndilo femoral medial em relação à tíbia.
- Dennis e colaboradores descreveram um modelo helicoidal para a variação do eixo de flexão, com uma média de translação de 2 mm de translação do côndilo femoral lateral em relação à tíbia.
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Conceito-chave
Três planos, movimento acoplado. O joelho combina flexão e extensão no plano sagital, rotação axial no transverso e pequenos movimentos em varo e valgo no frontal. Durante a flexão com carga, os côndilos femorais não rolam para trás de modo idêntico: o lateral recua mais, enquanto o medial se desloca pouco. Esse padrão costuma ser descrito como pivô medial, mas varia com tarefa, carga e integridade ligamentar.
Os números de Dennis precisam estar do lado certo. No estudo fluoroscópico de joelhos normais, a translação posterior média foi de cerca de 21 mm no côndilo lateral e 2 mm no medial. Após deficiência do ligamento cruzado anterior, o deslocamento medial aumentou. A análise do eixo helicoidal descreve a mudança do eixo instantâneo do movimento, mas não autoriza inverter os valores dos dois côndilos.
Rotação e arco funcional. Na extensão terminal, a tíbia roda externamente em relação ao fêmur no mecanismo de travamento; na flexão inicial, ocorre o movimento inverso para destravar. Valores clássicos de arco funcional citam aproximadamente 67 graus de flexão no balanço da marcha e 83 graus para subir escadas, embora a necessidade real varie com a pessoa e a tarefa. Assim, a direção da rotação e o lado do maior recuo condilar são mais úteis que decorar um número solto.
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