Em decorrência de uma queda de grande altura, paciente de 67 anos, do sexo masculino, sofreu fratura multifragmentar supracondiliana do fêmur esquerdo. Em relação às lesões associadas a essa fratura, é correto afirmar que
- a ocorrência de lesões vasculares associadas a fraturas supracondilianas do fêmur é comum.
- o ligamento cruzado posterior é o ligamento mais comumente lesionado nas fraturas supracondilianas do fêmur com cominuição da superfície articular.
- a lesão da artéria poplítea nas fraturas supracondilianas do fêmur ocorre porque o feixe vascular fica aprisionado proximalmente no arco do solear e distalmente no hiato do músculo adutor.
- em caso de lesão vascular em uma fratura supracondiliana do fêmur, no procedimento cirúrgico, o vaso têm prioridade no reparo que deve ser realizado com a fratura desviada, para a seguir a fratura ser reduzida e estabilizada.
- nas fraturas supracondilianas do fêmur com cominuição da superfície articular, o ligamento cruzado anterior pode estar destacado com um fragmento osteocondral que, sempre que possível, deve ser reparado no momento da fixação da fratura.
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Conceito-chave
Após a queda de grande altura, a fratura supracondiliana multifragmentar exige procurar mais que a quebra principal. Se houver cominuição articular, o ligamento cruzado anterior (LCA) pode estar ligado a um fragmento osteocondral, e esse fragmento deve ser reparado durante a fixação sempre que possível. Essa é a afirmação correta, E.
Osteocondral significa que o fragmento inclui osso e cartilagem. Não é o mesmo problema de uma ruptura no meio do ligamento: reparar o fragmento participa da reconstrução da região articular, enquanto reconstruir um ligamento com túneis durante a fase da fratura pode enfraquecer o intercôndilo e conflitar com o material de síntese. O capítulo recomenda tratamento inicial não operatório para a ruptura intrassubstancial e reconstrução posterior se a instabilidade persistir (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 58, “Lesões associadas”).
Também é necessário conferir a circulação. A poplítea tem pouca folga entre o hiato do adutor magno, proximal, e o arco do sóleo, distal. Pode sofrer contusão, laceração por fragmento ou estiramento com lesão da íntima. Mesmo assim, a lesão vascular é menos comum na supracondiliana que na luxação do joelho e na tíbia proximal desviada; alto risco clínico de uma complicação não é sinônimo de alta frequência.
Quando existe lesão vascular, a circulação tem prioridade, mas o reparo definitivo precisa ser protegido. Restaurar comprimento com fixação externa rápida, admitindo shunt temporário quando necessário, evita suturar o vaso sobre uma fratura desviada e depois romper a anastomose ao reduzi-la.
A idade do paciente não permite presumir trauma de baixa energia: o caso descreve uma queda de altura. Também não permite presumir, só pela palavra “multifragmentar”, que toda a superfície articular esteja cominuída. A alternativa E é condicional: nas fraturas com cominuição articular, essa avulsão pode ocorrer. No resumo da Biblioteca, compare o fragmento reparável, a ruptura no ligamento e os cuidados vasculares.
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