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Questão de Fratura do fêmur distal (ENARE R4 Ortopedia 2024)

Trauma adultoFratura do fêmur distalENARE R4 Ortopedia 2024

Em decorrência de uma queda de grande altura, paciente de 67 anos, do sexo masculino, sofreu fratura multifragmentar supracondiliana do fêmur esquerdo. Em relação às lesões associadas a essa fratura, é correto afirmar que

  1. a ocorrência de lesões vasculares associadas a fraturas supracondilianas do fêmur é comum.
  2. o ligamento cruzado posterior é o ligamento mais comumente lesionado nas fraturas supracondilianas do fêmur com cominuição da superfície articular.
  3. a lesão da artéria poplítea nas fraturas supracondilianas do fêmur ocorre porque o feixe vascular fica aprisionado proximalmente no arco do solear e distalmente no hiato do músculo adutor.
  4. em caso de lesão vascular em uma fratura supracondiliana do fêmur, no procedimento cirúrgico, o vaso têm prioridade no reparo que deve ser realizado com a fratura desviada, para a seguir a fratura ser reduzida e estabilizada.
  5. nas fraturas supracondilianas do fêmur com cominuição da superfície articular, o ligamento cruzado anterior pode estar destacado com um fragmento osteocondral que, sempre que possível, deve ser reparado no momento da fixação da fratura.
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Gabarito: E · nas fraturas supracondilianas do fêmur com cominuição da superfície articular, o ligamento cruzado anterior pode estar destacado com um fragmento osteocondral que, sempre que possível, deve ser reparado no momento da fixação da fratura.

Conceito-chave

Após a queda de grande altura, a fratura supracondiliana multifragmentar exige procurar mais que a quebra principal. Se houver cominuição articular, o ligamento cruzado anterior (LCA) pode estar ligado a um fragmento osteocondral, e esse fragmento deve ser reparado durante a fixação sempre que possível. Essa é a afirmação correta, E.

Osteocondral significa que o fragmento inclui osso e cartilagem. Não é o mesmo problema de uma ruptura no meio do ligamento: reparar o fragmento participa da reconstrução da região articular, enquanto reconstruir um ligamento com túneis durante a fase da fratura pode enfraquecer o intercôndilo e conflitar com o material de síntese. O capítulo recomenda tratamento inicial não operatório para a ruptura intrassubstancial e reconstrução posterior se a instabilidade persistir (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 58, “Lesões associadas”).

Também é necessário conferir a circulação. A poplítea tem pouca folga entre o hiato do adutor magno, proximal, e o arco do sóleo, distal. Pode sofrer contusão, laceração por fragmento ou estiramento com lesão da íntima. Mesmo assim, a lesão vascular é menos comum na supracondiliana que na luxação do joelho e na tíbia proximal desviada; alto risco clínico de uma complicação não é sinônimo de alta frequência.

Quando existe lesão vascular, a circulação tem prioridade, mas o reparo definitivo precisa ser protegido. Restaurar comprimento com fixação externa rápida, admitindo shunt temporário quando necessário, evita suturar o vaso sobre uma fratura desviada e depois romper a anastomose ao reduzi-la.

A idade do paciente não permite presumir trauma de baixa energia: o caso descreve uma queda de altura. Também não permite presumir, só pela palavra “multifragmentar”, que toda a superfície articular esteja cominuída. A alternativa E é condicional: nas fraturas com cominuição articular, essa avulsão pode ocorrer. No resumo da Biblioteca, compare o fragmento reparável, a ruptura no ligamento e os cuidados vasculares.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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