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Questão de Fratura do colo do fêmur (ENARE R4 Ortopedia 2024)

Trauma adultoFratura do colo do fêmurENARE R4 Ortopedia 2024

Paciente do sexo feminino, 43 anos de idade, refere dores na articulação patelofemoral à esquerda. Após avaliação clínica e radiológica, observou-se alteração no ângulo Q. Em relação às alterações desse ângulo e aos fatores que a influenciam, assinale a afirmativa correta.

  1. A anteversão do colo do fêmur com a rotação interna distal do fêmur, em combinação com a torção tibial externa, acarreta aumento do ângulo Q.
  2. a anteversão do colo do fêmur com a rotação interna distal do fêmur, em combinação com a torção tibial externa, acarreta diminuição do ângulo Q.
  3. a retroversão do colo do fêmur com a rotação interna distal do fêmur, em combinação com a torção interna da tíbia, acarreta diminuição do ângulo Q.
  4. a retroversão do colo do fêmur com a rotação externa distal do fêmur, em combinação com a torção interna da tíbia, acarreta aumento do ângulo Q.
  5. a retroversão do colo do fêmur com a rotação externa distal do fêmur, em combinação com a torção interna da tíbia, acarreta diminuição do ângulo Q.
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Gabarito: A · A anteversão do colo do fêmur com a rotação interna distal do fêmur, em combinação com a torção tibial externa, acarreta aumento do ângulo Q.

Conceito-chave

O ângulo Q. É formado pela linha da espinha ilíaca anterossuperior ao centro da patela (o vetor do quadríceps) e pela linha do centro da patela à tuberosidade anterior da tíbia (o tendão patelar). Representa a força que puxa a patela para lateral. Valores normais: cerca de 14 graus em homens e 17 graus em mulheres (pelve mais larga); acima de 20 graus é considerado aumentado.

O que aumenta o ângulo Q. Tudo que leva o joelho para medial e a tuberosidade para lateral. Anteversão femoral aumentada, com rotação interna do fêmur distal (a patela vira para dentro). Torção tibial externa, que leva a tuberosidade para fora. Joelho valgo. Pé pronado. A combinação de anteversão femoral com torção tibial externa é o mau alinhamento miserável (miserable malalignment), com patelas "olhando uma para a outra" (strabismic patellae), dor anterior e instabilidade patelar.

O que diminui. Retroversão femoral, rotação externa do fêmur distal, torção tibial interna e joelho varo levam a tuberosidade para medial em relação à patela, diminuindo o ângulo Q.

Os limites da medida. O ângulo Q é medido com o joelho estendido (ou fletido a 30 graus) e varia com a posição e a contração muscular; uma patela já subluxada lateralmente dá um ângulo Q falsamente baixo. Por isso, hoje se usa mais a distância TT-TG (tuberosidade tibial ao sulco troclear) na tomografia ou ressonância, com valores acima de 20 mm considerados patológicos, e a torção femoral e tibial medida em tomografia.

Na prova: anteversão femoral + rotação interna do fêmur distal + torção tibial externa = aumento do ângulo Q (mau alinhamento miserável).

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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