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Questão de Fratura transtrocantérica (ENARE R4 Ortopedia 2024)

Trauma adultoFratura transtrocantéricaENARE R4 Ortopedia 2024

Paciente do sexo feminino, 71 anos de idade, sofreu queda da própria altura ao desembarcar no aeroporto. Em decorrência do trauma, ficou incapacitada para deambular. No atendimento hospitalar em hospital do Sistema Único de Saúde, foi diagnosticada como tendo uma fratura 31A1.2. O tratamento mais adequado para essa paciente é

  1. artroplastia parcial com prótese bipolar.
  2. fixação in situ com três parafusos canulados.
  3. redução da fatura e fixação com um sistema DHS.
  4. redução da fratura e fixação com três parafusos canulados.
  5. redução da fratura e fixação com haste intramedular bloqueada.
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Gabarito: C · redução da fatura e fixação com um sistema DHS.

Conceito-chave

A paciente tem uma 31A1, uma fratura trocantérica simples e relativamente estável. A escolha da banca, coerente com a preferência do capítulo, é reduzir e fixar com DHS, alternativa C.

O padrão importa mais que interpretar “fêmur proximal” como se toda fratura dessa região fosse do colo. Na A1, há duas partes, parede lateral íntegra e cortical medial interrompida num ponto. O parafuso deslizante permite impactação controlada enquanto a parede funciona como batente, o que explica seu lugar nesse padrão (Rockwood, 10ª ed., cap. 54, “Classificação” e “Escolha do implante”).

A redução deve evitar varo, e o componente cefálico precisa ficar inferior a central no AP e central no perfil. Um implante indicado não compensa redução inadequada nem posição periférica. Nas instáveis A2/A3, a perda de controle e a medialização dão maior espaço à haste cefalomedular no algoritmo dos autores.

DHS é a resposta preferida aqui, mas uma haste cefalomedular adequada não é universalmente proibida na A1. O resumo informa que a AAOS aceita DHS ou haste nas estáveis, e o registro norueguês citado não mostrou diferença de reoperação nas A1. Assim, a opção E não deve ser ensinada como uma técnica impossível: a questão escolhe a preferência para esse padrão, não demonstra exclusividade absoluta.

Parafusos canulados e artroplastia parcial têm papéis importantes em fraturas do colo, outra região e outra mecânica. O resumo do capítulo 53 descreve canulados para o colo sem desvio; o 54 favorece osteossíntese na trocantérica, reservando artroplastia a exceções. Ter 71 anos não transforma, por si, uma A1 em indicação de substituir a cabeça.

Na Biblioteca, compare o traço com o algoritmo A1/DHS e A2–A3/haste. O primeiro passo é reconhecer o padrão que precisa ser estabilizado.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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