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Questão de Fratura da escápula (TARO 2026)

Trauma adultoFratura da escápulaTARO 2026

O tratamento artroscópico da fratura da glenoide é mais frequentemente indicado quando ocorre na região

  1. inferior ou superior.
  2. anterior ou inferior.
  3. posterior ou inferior.
  4. anterior ou posterior.
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Gabarito: D · anterior ou posterior.

Conceito-chave

O problema da questão. Uma fratura da glenoide pode separar apenas uma borda articular ou atravessar a fossa e continuar pelo corpo da escápula. A pergunta é em quais regiões a artroscopia costuma ser mais indicada. Para chegar à resposta, precisamos descobrir o que ficou solto e o que será necessário reconstruir.

Peça 1: a borda não é a fossa inteira. A glenoide é a superfície da escápula que recebe a cabeça do úmero. Sua periferia tem uma borda anterior e outra posterior; a fossa também possui porções superior e inferior. Esses nomes parecem apenas direções, mas descrevem fragmentos muito diferentes. Uma fratura da borda anteroinferior não é a mesma lesão que separa uma grande parte inferior da fossa e leva junto a borda lateral do corpo.

Imagine duas peças. Na primeira, quebra uma parte da margem da superfície articular. Na segunda, a própria superfície se parte e o traço continua para fora da articulação, pelo corpo escapular. Na primeira, o problema pode estar concentrado no fragmento de borda. Na segunda, acertar a superfície sem restaurar a escápula por baixo dela deixa parte da reconstrução por fazer.

Peça 2: o mecanismo ajuda a reconhecer a peça. Na luxação anterior, a cabeça pode arrancar a borda anteroinferior da glenoide; na subluxação ou luxação posterior, pode ocorrer fratura da borda posterior. Já a fratura da glenoide inferior descrita no capítulo resulta do impacto da cabeça em abdução e costuma incluir parte da borda lateral e traços no corpo. Portanto, “anterior ou posterior” aponta principalmente para fraturas de borda; “inferior” pode nomear uma lesão mais extensa que exige reconstruir também o corpo (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 33, “Fraturas da glenoide”).

Peça 3: a via precisa dar conta de toda a lesão. A artroscopia é a técnica que permite avaliar e tratar a articulação por uma câmera introduzida por pequenos acessos (AAOS, OrthoInfo, “Arthroscopy”). Nas fraturas selecionadas das bordas anterior e posterior, ela pode auxiliar a redução e a fixação do fragmento articular. É esse o grupo de maior aplicação destacado pelo capítulo.

Quando a fratura inferior se propaga ao corpo, a tarefa muda: é preciso reduzir a fossa e os fragmentos extra-articulares que a sustentam. O autor trata esse conjunto pela via posterior de Judet, capaz de expor glenoide inferior e corpo. Por isso, o resumo considera esse padrão inferior inadequado para a solução artroscópica discutida. Na glenoide superior, a artroscopia é menos utilizada, mas isso não significa que toda fratura superior obrigatoriamente exija uma operação aberta. A indicação depende do padrão e do desvio; não cabe transformar “menos indicada” em “nunca indicada”.

Juntando as peças na imagem. A tomografia com reconstrução 3D ajuda a mostrar a extensão do traço. Na avaliação da glenoide, a vista lateral com subtração da cabeça umeral permite examinar a fossa sem essa sobreposição. O que se procura é simples: há um fragmento de borda ou uma fratura da fossa que continua pelo corpo? Essa diferença explica a escolha do acesso melhor do que o nome de uma região isolada.

Antes da via, vem a necessidade de operar. Nem toda fratura anterior ou posterior precisa de artroscopia. Um pequeno fragmento com pouco desvio e ombro estável pode ser tratado sem cirurgia. Na glenoide, o objetivo é recuperar congruência e estabilidade: uma cabeça que permanece subluxada muda a indicação, assim como o tamanho e o desvio do fragmento. Se a incongruência persiste, pode haver instabilidade e artrose. Primeiro se decide se a lesão precisa de fixação; depois se escolhe uma via que permita reconstruí-la adequadamente (resumo do Rockwood, cap. 33, “Quando operar a glenoide”).

PadrãoRelação com o tratamento artroscópico no capítulo
Borda anterior ou anteroinferiorPrincipal grupo de aplicação, em casos selecionados
Borda posteriorTambém pode ser tratada por artroscopia, quando indicada
Glenoide superiorAplicação menor; não é proibição absoluta
Glenoide inferior propagada ao corpoExige tratar também o corpo; o autor utiliza Judet

Para rever os padrões e as indicações, leia “Quando operar a glenoide”, no resumo de fratura da escápula da Biblioteca.

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