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Questão de Fraturas da coluna toracolombar (TARO 2026)

Trauma adultoFraturas da coluna toracolombarTARO 2026

A fratura do limbo vertebral toracolombar em adolescentes, classificada como tipo IV segundo TAKATA, na modificação de EPSTEIN, caracteriza-se por

  1. localização lateral na forma de “lágrima”.
  2. avulsão marginal cartilaginosa pura sem envolvimento ósseo.
  3. comprometimento de toda a parede posterior do corpo vertebral.
  4. presença de fragmento central ósseo envolvendo ossos cortical e esponjoso.
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Gabarito: C · comprometimento de toda a parede posterior do corpo vertebral.

Conceito-chave

A fratura do limbo vertebral. É a avulsão do anel apofisário posterior do corpo vertebral, uma lesão do adolescente e do adulto jovem. Nessa idade, a apófise anular ainda não se fundiu ao corpo (fusão por volta dos 18 aos 25 anos) e é o elo fraco: o ânulo fibroso, preso a ela pelas fibras de Sharpey, arranca um fragmento de osso e cartilagem da borda posterior do corpo, geralmente em L4-L5 e L5-S1, com esforço de flexão e carga axial (levantamento de peso, esportes). O fragmento vai para o canal, com o disco, e causa um quadro semelhante à hérnia de disco: lombalgia, ciatalgia, e às vezes estenose.

A classificação de Takata, modificada por Epstein. Tipo I: separação simples da borda cortical posterior, em arco, sem fragmento ósseo significativo, típica dos adolescentes mais jovens. Tipo II: fratura central com fragmento que inclui osso cortical e esponjoso. Tipo III: fragmento lateralizado, pequeno e localizado ("lágrima"). Tipo IV (acrescentado por Epstein): fratura que compromete toda a parede posterior do corpo vertebral, de uma placa terminal à outra, o maior fragmento e o mais associado à estenose sintomática.

O diagnóstico. A tomografia é o melhor exame para ver o fragmento ósseo (a ressonância pode confundi-lo com hérnia comum). A radiografia raramente mostra.

O tratamento. Conservador inicialmente; nos casos com déficit ou dor refratária, descompressão com ressecção do fragmento ósseo, e não apenas discectomia, porque o fragmento duro permanece comprimindo.

Na prova: fratura do limbo tipo IV (Takata modificada por Epstein) = compromete toda a parede posterior do corpo vertebral.

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