Paciente com fratura da tíbia AO 42C3 e com boas condições de partes moles. Optou-se pelo tratamento segundo o princípio da estabilidade relativa, com placa em ponte e técnica minimamente invasiva. A abordagem mais indicada e a estrutura distal em risco são, respectivamente,
- medial e nervo tibial anterior.
- medial e artéria tibial anterior.
- anterolateral e artéria fibular.
- anterolateral e nervo fibular superficial.
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Conceito-chave
A tíbia é cominuída, as partes moles estão em boas condições e a proposta é placa em ponte sem abrir cada fragmento. Nesse cenário, a via anterolateral oferece cobertura muscular, mas exige proteger o nervo fibular superficial nos parafusos distais percutâneos: alternativa D.
Na consolidação secundária, a montagem preserva comprimento, eixo e rotação e permite formação de calo. A placa longa faz a ponte sobre a cominução; não é necessário dissecar e reduzir anatomicamente cada fragmento intermediário. O objetivo é obter uma montagem coerente com a estabilidade relativa e conservar a biologia local (Rockwood, 10ª ed., cap. 63, “A estratégia: primária ou secundária”).
A mesma via muda o problema de cobertura e o risco anatômico. A medial chega diretamente à tíbia, mas deixa a placa com pouca cobertura profunda: uma deiscência pode expô-la. A anterolateral passa sob os músculos e oferece melhor proteção. Distalmente, porém, o fibular superficial atravessa a fáscia e tem trajeto variável, ficando vulnerável à passagem percutânea dos parafusos.
A artéria tibial anterior e o fibular profundo pertencem ao compartimento anterior; a artéria fibular fica no posterior profundo. Conhecer esses planos evita escolher uma estrutura apenas por ter “fibular” ou “anterior” no nome. A janela cutânea e a direção real da instrumentação determinam quem corre risco.
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