A lesão do nervo ciático associada à luxação traumática do quadril na infância pode estar presente em até
- 20% dos casos e a exploração cirúrgica está indicada após 3 meses de evolução.
- 20% dos casos e a exploração cirúrgica está indicada após 6 meses de evolução.
- 40% dos casos e a exploração cirúrgica está indicada após 3 meses de evolução.
- 40% dos casos e a exploração cirúrgica está indicada após 6 meses de evolução.
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Conceito-chave
A luxação do quadril na criança. É rara, mas mais frequente que a fratura do colo do fêmur na infância. Em crianças pequenas, a cartilagem abundante, o acetábulo raso e a frouxidão ligamentar permitem luxar o quadril com trauma de baixa energia (uma queda banal); nas maiores e adolescentes, com alta energia, como no adulto. A maioria é posterior.
A lesão do nervo ciático. Na luxação posterior, a cabeça femoral estira ou comprime o ciático, sobretudo a divisão fibular, que é mais lateral e mais fixa. Na criança, a lesão ocorre em até cerca de 20% dos casos, na maioria neuropraxia por estiramento, com boa recuperação. A conduta inicial é expectante, com fisioterapia, órtese para o pé caído e eletroneuromiografia. Se não houver sinais de recuperação em cerca de 3 meses, está indicada a exploração do nervo. Uma lesão que aparece após a redução sugere encarceramento do nervo e exige exploração imediata.
A redução. Urgente, idealmente em até 6 horas, sob anestesia geral com relaxamento, para reduzir o risco de necrose avascular. Depois, radiografia e tomografia (ou ressonância) para confirmar a redução concêntrica: um alargamento do espaço articular sugere interposição de partes moles (lábio invertido, cápsula) ou fragmento osteocondral, que na criança é cartilaginoso e invisível na radiografia, e exige redução aberta.
As complicações. Necrose avascular (mais em adolescentes e com redução tardia), coxa magna, lesão do ciático, recidiva, e, em adolescentes, epifisiólise associada, que pode ser desviada pela manobra (tomografia antes em adolescentes).
Na prova: lesão do ciático na luxação do quadril da criança em até 20%; conduta expectante e exploração após 3 meses sem recuperação.
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