Nas fraturas distais da tíbia de alta energia, flictenas podem estar presentes. A principal diferença histológica entre a flictena serosa e a flictena hemorrágica é a
- separação da junção dermoepidérmica.
- retenção de células epidérmicas.
- rotura de vasos linfáticos.
- presença de linfócitos.
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Conceito-chave
As duas bolhas resultam de lesão na junção dermoepidérmica. O que as diferencia é a retenção de células epidérmicas na flictena serosa, alternativa B; na hemorrágica, a derme fica sem essas células e a lesão é mais profunda.
A tensão produzida pelo trauma separa as camadas da pele. A bolha pode aparecer em horas ou apenas após dois a três dias, de modo que uma inspeção inicial sem flictenas não encerra a avaliação das partes moles. Na descrição de Giordano citada pelo resumo, a forma hemorrágica envolve dano da vasculatura papilar e tem maior risco de escara e perda cutânea (Rockwood, 10ª ed., cap. 64, “Flictenas”).
A diferença microscópica muda o cuidado com a pele. Na serosa, o capítulo orienta drenagem com agulha e curativo não aderente. Na hemorrágica, orienta preservar o teto, deixar a evolução da escara e evitar incisão através da área. Não se deve resumir as duas a “bolhas de edema” que podem receber a mesma manipulação.
O momento do definitivo depende da recuperação do envelope, com reepitelização e retorno das rugas. Esses sinais se relacionam, mas não são sinônimos: a bolha precisa recuperar sua cobertura e o edema precisa permitir uma incisão segura. O aspecto do osso na radiografia não substitui o exame da pele.
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