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Questão de Fratura da cabeça do rádio e instabilidade do cotovelo (TECOC/SBCOC Ombro e Cotovelo)

Trauma adultoFratura da cabeça do rádio e instabilidade do cotoveloTECOC/SBCOC Ombro e Cotovelo

Na técnica de banda de tensão representada na figura acima, as distâncias A e B devem medir, no máximo e no mínimo, respectivamente,

Figura da questão trauma-0980
  1. 10 mm e 20 mm.
  2. 20 mm e 10 mm.
  3. 10 mm e 15 mm.
  4. 15 mm e 10 mm.
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Gabarito: A · 10 mm e 20 mm.

Conceito-chave

A banda de tensão no olécrano. É a técnica clássica para a fratura transversa simples do olécrano (Mayo IIA). Dois fios de Kirschner paralelos atravessam o foco, e uma cerclagem em oito é passada por um túnel na ulna distal ao foco e pela ponta do olécrano, sob o tríceps. Quando o paciente flete o cotovelo, a tração do tríceps é convertida em compressão na superfície articular.

Onde deixar a ponta dos fios. Os fios podem ficar intramedulares ou atravessar a cortical anterior da ulna (transcorticais), o que aumenta a estabilidade e reduz a migração. Quando atravessam a cortical anterior, dois cuidados, mostrados pelas distâncias A e B na figura. A: o quanto a ponta do fio ultrapassa a cortical anterior deve ser no máximo cerca de 10 mm; uma ponta longa demais invade as partes moles da frente do antebraço, pode lesar o nervo interósseo anterior e os vasos, e bater no rádio, bloqueando a rotação. B: a saída do fio na cortical anterior deve ficar distal o suficiente à articulação e à região do coronoide e da radioulnar proximal, com pelo menos cerca de 20 mm, para que a ponta não entre na articulação nem interfira com o rádio proximal e a pronossupinação.

Outros detalhes técnicos. Fios paralelos, dobrados em gancho e enterrados sob o tríceps na ponta do olécrano para não migrar; túnel da cerclagem dorsal ao eixo e a cerca de 2 a 3 cm distal ao foco; cerclagem tensionada nos dois lados.

As complicações. Material saliente e doloroso (a mais comum, com retirada frequente), migração dos fios, perda de redução, e bloqueio da rotação por fios longos. Em fraturas cominutivas ou oblíquas distais, prefere-se a placa.

Na prova: banda de tensão no olécrano com fios transcorticais: ponta além da cortical anterior de no máximo 10 mm (A) e saída a pelo menos 20 mm da articulação (B).

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