A sequela de fratura apresentada na imagem a seguir é classificada por BOILEAU como do tipo

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Conceito-chave
As sequelas das fraturas do úmero proximal. Fraturas mal consolidadas, não consolidadas ou com necrose deixam ombros dolorosos e rígidos, e a cirurgia de sequela é difícil. Boileau classificou essas sequelas para orientar a artroplastia, com base num ponto crucial: é possível colocar uma prótese sem osteotomizar os tubérculos?
A classificação de Boileau. Tipo 1: colapso ou necrose da cabeça, com consolidação viciosa mínima dos tubérculos (sequela intracapsular, impactada). Tipo 2: luxação ou fratura-luxação crônica travada (intracapsular). Tipo 3: pseudartrose do colo cirúrgico (sequela extracapsular). Tipo 4: consolidação viciosa grave dos tubérculos (extracapsular). Os tipos 1 e 2 (intracapsulares) permitem artroplastia sem osteotomia dos tubérculos, com bons resultados; os tipos 3 e 4 (extracapsulares) exigem osteotomia ou soluções especiais, com resultados piores quando se usa prótese anatômica.
Como ler a imagem. A diáfise está separada da cabeça no nível do colo cirúrgico, com as bordas arredondadas e escleróticas e sem ponte óssea: é uma pseudartrose do colo cirúrgico, o tipo 3. Causas típicas: interposição do bíceps ou do deltoide, tração pelo peso do braço, tabagismo, osteoporose e imobilização inadequada.
O tratamento do tipo 3. Em pacientes com cabeça viável e bom estoque ósseo: fixação (placa bloqueada ou haste) com enxerto ósseo (autólogo, às vezes em bloco intramedular). Em idosos, com cabeça pequena, cavitada ou osteoporótica: artroplastia reversa, que tem melhores resultados que a prótese anatômica nesse cenário.
Na prova: Boileau: 1 colapso ou necrose, 2 luxação crônica, 3 pseudartrose do colo cirúrgico, 4 consolidação viciosa grave dos tubérculos.
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