A principal complicação do tratamento conservador das fraturas da escápula é:
- Pseudoartrose.
- Consolidação viciosa.
- Lesão do nervo supraescapular.
- Artrose pós traumática.
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Conceito-chave
A consolidação viciosa é a principal complicação do tratamento conservador das fraturas da escápula. O osso pode unir rapidamente e ainda assim deixar um problema mecânico. Consolidar não é sinônimo de restaurar a relação entre glenoide, corpo e parede torácica.
Nas fraturas extra-articulares, o desalinhamento modifica o ritmo escapuloumeral e o trajeto do manguito. Uma proeminência pode doer, e a face anterior irregular pode atrapalhar o deslizamento sobre o tórax. Nas articulares, a incongruência residual acrescenta instabilidade e risco de artrose.
A pseudartrose existe, sobretudo na espinha lateral, onde o fragmento angulado pode estreitar o espaço subacromial. No acrômio, deve ser diferenciada de os acromiale. Esses detalhes importam, mas não mudam o predomínio da viciosa no conjunto do tratamento conservador.
O supraescapular também pode ficar preso no traço de uma fratura do colo, com atrofia do infraespinal. Uma queixa persistente exige distinguir deformidade, não união, lesão neural e dano articular; a resposta mais frequente não torna as outras possibilidades inexistentes.
Leia “Do tratamento conservador”, na Biblioteca. Acompanhe alinhamento e função, além da presença de calo, para entender por que a união radiográfica pode não encerrar o problema.
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