A tenossinovite, como complicação da fratura da extremidade distal do rádio, ocorre com maior incidência no túnel extensor
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Conceito-chave
Na fratura do rádio distal, os tendões extensores correm em seis compartimentos (túneis) no dorso do punho. O mais afetado pelas complicações é o terceiro.
O terceiro compartimento: contém o extensor longo do polegar, que contorna o tubérculo de Lister como uma polia. Ali o tendão tem irrigação pobre e passa muito colado ao osso.
O que acontece após a fratura: o hematoma e o calo comprimem o túnel e o tendão; aparecem tenossinovite e, às vezes, a ruptura do extensor longo do polegar, típica das fraturas sem desvio ou com pouco desvio (o túnel fica íntegro e apertado). A ruptura aparece semanas depois: o paciente não consegue estender a ponta do polegar.
Com placa volar: parafusos longos demais que passam da cortical dorsal irritam ou rompem o extensor longo do polegar; por isso se usam parafusos um pouco mais curtos e a incidência tangencial dorsal (skyline) no intraoperatório.
O tratamento da ruptura: transferência do extensor próprio do indicador para o extensor longo do polegar.
Na prova: a tenossinovite após fratura do rádio distal é mais frequente no terceiro túnel extensor.
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