No trauma do anel pélvico, a “fratura do suicida” caracteriza-se pela
- dissociação das articulações sacroilíacas.
- separação entre o corpo e as asas do sacro.
- lesão posterior da pelve e fratura de vértebras lombares.
- disjunção da sínfise púbica e desvio vertical da asa do sacro.
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Conceito-chave
O nome histórico usado na pergunta corresponde à separação entre o corpo e as asas do sacro, alternativa B. O padrão relevante é a dissociação espinopélvica, frequentemente com traços em U ou H.
Dois traços verticais, em geral transforaminais, unem-se a um transversal. O segmento superior do sacro, ligado à coluna, perde continuidade com a parte que transmite carga à pelve. A hiperflexão lombossacra pode produzir cifose, impacção e compressão do canal (Rockwood, 10ª ed., cap. 50, “A dissociação espinopélvica”).
Uma luxação bilateral das sacroilíacas é outra configuração. Na dissociação descrita, a ruptura atravessa o próprio sacro. Isso explica por que apenas dizer “lesão posterior” ou “sínfise aberta” não identifica a fratura: é preciso reconhecer a separação entre o segmento central superior e os componentes laterais.
As reconstruções sagitais da TC mostram a cifose que a AP e o corte axial podem esconder. Exame neurológico, função vesical e intestinal e sensibilidade perineal precisam ser avaliados, sem presumir que todo paciente terá o mesmo déficit.
O resumo descreve esse padrão, mas não utiliza o epônimo histórico do enunciado. A referência sustenta a anatomia e a mecânica, não uma atribuição do termo ao livro.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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