Na lesão de MONTEGGIA, o nervo mais comumente comprometido é o
- ulnar.
- mediano.
- interósseo anterior.
- interósseo posterior.
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Conceito-chave
O nervo em risco na Monteggia. O nervo radial se divide na altura da articulação radiocapitelar: o ramo superficial, sensitivo, segue sob o braquiorradial; o ramo profundo, motor, entra no supinador sob a sua borda fibrosa, a arcada de Frohse, e contorna o colo do rádio dentro do músculo, saindo como interósseo posterior. Nesse trecho, ele fica relativamente fixo e muito próximo da cabeça e do colo do rádio.
Por que ele é o mais lesado. Na lesão de Monteggia, a cabeça do rádio luxa, e o interósseo posterior, preso na arcada de Frohse, é estirado ou comprimido. É o nervo mais comumente comprometido, sobretudo no tipo III de Bado (lateral) e no tipo I. Geralmente é uma neuropraxia que se recupera após a redução da cabeça do rádio, em semanas a poucos meses.
Como examinar. Perda da extensão dos dedos e do polegar, com o punho ainda estendendo em desvio radial (o extensor radial longo do carpo, inervado antes da divisão, está preservado, mas o extensor ulnar do carpo não), e sem perda sensitiva (o ramo superficial está íntegro). Documentar antes de qualquer manobra.
A conduta. Reduzir a cabeça do rádio restaurando o comprimento e o alinhamento da ulna (redução fechada na criança, placa no adulto). Se não houver sinais de recuperação em cerca de 3 meses, eletroneuromiografia e, se necessário, exploração. O ulnar e o mediano são lesados raramente; o interósseo anterior pode ser lesado em fraturas do antebraço, mas não é o típico da Monteggia.
Na prova: nervo mais comprometido na Monteggia = interósseo posterior (estirado na arcada de Frohse pela luxação da cabeça do rádio); geralmente neuropraxia.
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