Na fratura dos ossos do antebraço por projétil de arma de fogo, a ocorrência de síndrome compartimental é significativamente associada
- ao grau de desvio da fratura.
- à localização anatômica da fratura.
- ao grau de fragmentação da fratura.
- à presença de fragmentos metálicos livres.
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Conceito-chave
A energia do projétil. O dano de um projétil depende da energia cinética transferida aos tecidos, que cresce com o quadrado da velocidade e com a massa, e aumenta quando o projétil tomba ou se fragmenta dentro do corpo. A energia cria a cavidade permanente (o trajeto) e a cavidade temporária, uma expansão momentânea que estira e lesa músculos, vasos e nervos à distância do trajeto.
O osso como marcador. Não se mede a energia no pronto-socorro, mas o osso funciona como um dosímetro: a fragmentação (cominuição) da fratura reflete a energia transferida. Fraturas simples, com poucos fragmentos, indicam baixa energia; fraturas muito cominutivas, com fragmentos dispersos, indicam alta energia, com mais dano muscular, vascular e de partes moles ao redor.
A síndrome compartimental. Nas fraturas do antebraço por projétil, o grau de fragmentação da fratura se associa significativamente à síndrome compartimental, porque reflete o dano muscular e o sangramento no compartimento. A lesão vascular associada (radial ou ulnar) também aumenta o risco. O desvio da fratura, a localização e a presença de fragmentos metálicos livres não mostraram a mesma associação.
A conduta. Vigilância clínica rigorosa (dor desproporcional, dor à extensão passiva dos dedos, tensão), medida de pressão quando o exame é duvidoso e fasciotomia sem demora quando indicada. As fraturas por projétil de baixa energia e pouco cominutivas se comportam como fechadas; as de alta energia pedem desbridamento, fixação (placa ou fixador externo) e atenção às partes moles.
Na prova: no antebraço baleado, a síndrome compartimental se associa ao grau de fragmentação da fratura, marcador da energia transferida.
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