Na osteossíntese do fêmur com haste intramedular anterógrada, o ponto de entrada trocantérico apresenta vantagem por
- facilitar a fresagem do canal medular.
- evitar fratura iatrogênica do fêmur proximal.
- facilitar o alinhamento longitudinal do fêmur.
- evitar a lesão sobre o tendão do glúteo médio.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A banca marcou B, evitar fratura iatrogênica proximal, como vantagem da entrada trocantérica. A fonte exige uma ressalva: o acesso pode ser mais fácil e rápido, mas não elimina fratura iatrogênica. Ponto e curvatura da haste precisam combinar.
A entrada piriforme é alinhada ao canal e recebe hastes retas. Um ponto anterior demais pode causar tensões circunferenciais e fratura do colo. A trocantérica usa haste curva; se o ponto for inadequado à curva, também pode produzir deformidade e fratura. Portanto, retirar um mecanismo de risco não torna a nova montagem livre de risco (Rockwood, 10ª ed., cap. 57, “Ponto de entrada”).
A vantagem clínica apresentada é a facilidade de acesso, sobretudo no obeso, com menos tempo de cirurgia e fluoroscopia. Os resultados de consolidação e complicações foram semelhantes. O glúteo médio também pode ser lesado na entrada trocantérica, como mostram os estudos anatômicos citados.
A letra oficial fica preservada no sentido comparativo histórico, mas a aula não deve prometer prevenção absoluta. Escolha de implante, posição de entrada e controle nas duas incidências continuam necessários.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo