Na fratura desviada do colo do fêmur, o risco de necrose avascular é menor com a redução
- em varo.
- anatômica.
- impactada em valgo.
- em angulação posterior.
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Conceito-chave
A questão pergunta qual redução está associada a menor necrose avascular, mas marca oficialmente C, impactada em valgo. A fonte consultada favorece redução anatômica, alternativa B. A explicação precisa conservar essa divergência; não é correto ensinar que uma vantagem de estabilidade prova proteção vascular.
Há dois problemas diferentes numa fratura do colo. O primeiro é mecânico: a fratura precisa permanecer reduzida até consolidar. Varo aumenta cisalhamento e favorece falha; em comparação a ele, valgo leve é mais estável. O segundo é vascular: a cabeça precisa continuar viva. Restaurar o alinhamento ósseo e preservar sua circulação são objetivos relacionados, mas não são a mesma medida de resultado. Uma redução pode oferecer melhor apoio mecânico que outra sem ter o menor risco de necrose (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 53, “A redução é o que mais importa”).
A anatomia esclarece por que necrose não é apenas outro nome para falha da fixação. No adulto, o ramo profundo da circunflexa femoral medial origina os ramos retinaculares que sobem junto ao colo e entram na cabeça. A fratura desviada compromete essa região por onde chega a circulação. Uma cabeça pode perder viabilidade mesmo que a fratura venha a unir; inversamente, uma falha de consolidação não demonstra por si que toda a cabeça esteja necrótica. A artéria do ligamento redondo contribui, mas não sustenta sozinha a cabeça inteira (mesmo resumo, “Irrigação da cabeça femoral”).
O texto consultado separa as conclusões explicitamente: valgo leve preferível ao varo por estabilidade; necrose menor com redução anatômica; tanto varo quanto valgo aumentam esse risco em relação à anatomia restaurada. Isso impede justificar C como se o capítulo concordasse integralmente com a banca. Também impede recomendar produzir valgo de propósito para “proteger os vasos”. A manobra excessivamente forçada pode criar valgo difícil de corrigir.
O seguimento mostra a diferença na prática. A falha da fixação e a pseudartrose preocupam nos primeiros meses; a necrose pode aparecer depois de a fratura consolidar, sobretudo no segundo ano. Nem toda necrose detectada exige nova operação. Por isso, menos falha, menos necrose e menos reoperação são três afirmações que precisam de evidências próprias, e não traduções automáticas umas das outras.
Para resolver esta prova histórica, reconheça a letra oficial C e sua ressalva. Para aprender o conceito sustentado pelo resumo, associe menor necrose à redução anatômica. A seção de redução na Biblioteca permite revisar essa diferença junto da anatomia vascular.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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