A osteossíntese do processo odontoide com parafuso é indicada na fratura classificada por ANDERSONe D’ALONSO como do tipo II com
- fragmentação da base.
- fratura instável do atlas.
- traço oblíquo que se estende de ântero-inferior para póstero-superior.
- traço oblíquo que se estende de ântero-superior para póstero-inferior.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Um parafuso que atravessa um traço de fratura só pode fazer uma coisa: apertar um fragmento contra o outro ao longo do seu eixo. Se o traço for perpendicular ao parafuso, o aperto junta os fragmentos. Se o traço for paralelo ao parafuso, o aperto faz um fragmento escorregar sobre o outro. É toda a lógica desta questão.
O parafuso anterior do odontoide. O Rockwood and Green (10ª ed., cap. 48) explica que o parafuso anterior faz compressão axial ao longo do seu trajeto, que sobe da frente e de baixo para cima e para trás. Por isso ele estabiliza o traço transverso e o oblíquo de anterossuperior para posteroinferior, que ficam mais ou menos perpendiculares a ele. No traço de anteroinferior para posterossuperior, paralelo ao parafuso, a compressão faria o fragmento escorregar e aumentaria o desvio: é contraindicação.
A subclassificação de GRAUER. O tipo II se divide em IIa (transverso, desvio mínimo), IIb (anterossuperior para posteroinferior, o padrão ideal para o parafuso) e IIc (anteroinferior para posterossuperior, ou cominutivo).
Outras condições. O método exige redução quase anatômica; o tórax em barril e a cifose cervical podem impedir a trajetória; idade acima de 65 anos é contraindicação relativa. Cominuição e lesão associada de C1 tiram o apoio do parafuso.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo