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Questão de Fraturas do tálus e do calcâneo (TARO 2011)

Trauma adultoFraturas do tálus e do calcâneoTARO 2011

Na fratura articular do calcâneo, a classificação tomográfica de SANDERS baseia-se no plano

  1. axial.
  2. lateral.
  3. sagital.
  4. coronal.
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Gabarito: D · coronal.

Conceito-chave

Por que a tomografia. A fratura intra-articular do calcâneo é uma lesão da subtalar, e o prognóstico depende do número de fragmentos da faceta posterior e do degrau articular. A radiografia mostra o ângulo de Böhler e o de Gissane, mas não mostra bem a faceta. A tomografia é obrigatória para classificar e planejar.

A classificação de Sanders. Usa o corte coronal (semicoronal, perpendicular à faceta posterior), no ponto em que a faceta aparece mais larga, junto ao sustentáculo do tálus. Duas linhas (A e B) e a borda medial (C) dividem a faceta em colunas lateral, central e medial. Tipo I: sem desvio. Tipo II: duas partes (IIA, IIB, IIC). Tipo III: três partes, com fragmento central afundado (IIIAB, IIIAC, IIIBC). Tipo IV: quatro partes ou cominutiva.

Os outros cortes. O axial mostra a articulação calcaneocuboide, o sustentáculo e o alargamento do calcâneo. O sagital mostra o afundamento da faceta posterior, o ângulo de Böhler e a língua (tongue type) versus a depressão articular (joint depression) da classificação de Essex-Lopresti. Cada plano tem seu papel, mas a classificação de Sanders é coronal.

O prognóstico. O resultado piora do tipo II ao IV. O tipo IV tem alto risco de artrose, e muitos indicam artrodese subtalar primária junto com a redução. As fraturas em língua com fragmento posterior que ameaça a pele exigem redução urgente.

Na prova: Sanders = tomografia coronal, faceta posterior no ponto mais largo; conta os fragmentos (I a IV).

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