Na fratura articular do calcâneo, a classificação tomográfica de SANDERS baseia-se no plano
- axial.
- lateral.
- sagital.
- coronal.
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Conceito-chave
Por que a tomografia. A fratura intra-articular do calcâneo é uma lesão da subtalar, e o prognóstico depende do número de fragmentos da faceta posterior e do degrau articular. A radiografia mostra o ângulo de Böhler e o de Gissane, mas não mostra bem a faceta. A tomografia é obrigatória para classificar e planejar.
A classificação de Sanders. Usa o corte coronal (semicoronal, perpendicular à faceta posterior), no ponto em que a faceta aparece mais larga, junto ao sustentáculo do tálus. Duas linhas (A e B) e a borda medial (C) dividem a faceta em colunas lateral, central e medial. Tipo I: sem desvio. Tipo II: duas partes (IIA, IIB, IIC). Tipo III: três partes, com fragmento central afundado (IIIAB, IIIAC, IIIBC). Tipo IV: quatro partes ou cominutiva.
Os outros cortes. O axial mostra a articulação calcaneocuboide, o sustentáculo e o alargamento do calcâneo. O sagital mostra o afundamento da faceta posterior, o ângulo de Böhler e a língua (tongue type) versus a depressão articular (joint depression) da classificação de Essex-Lopresti. Cada plano tem seu papel, mas a classificação de Sanders é coronal.
O prognóstico. O resultado piora do tipo II ao IV. O tipo IV tem alto risco de artrose, e muitos indicam artrodese subtalar primária junto com a redução. As fraturas em língua com fragmento posterior que ameaça a pele exigem redução urgente.
Na prova: Sanders = tomografia coronal, faceta posterior no ponto mais largo; conta os fragmentos (I a IV).
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